Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 15/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a preservação dos patrimônios histórico culturais do Brasil caminha para o esquecimento coletivo da população e cria um país sem identidade dificultando os planos utópicos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do Estado, quanto da população. Por isso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é importante destacar que a falta de amparo sobre a preservação da história deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o país sofre graves riscos de perder a sua identidade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o esquecimento e comodismo da população como promotor do problema. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) as visitas em museus caíram 30% entre os anos de 2000 a 2018. Partindo desse pressuposto, percebe-se que as pessoas não entendem o valor da história do país e, que é necessário compreender o passado para melhorar o futuro. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o governo contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.

Dessarte, com o intuito de mitigar o descuido com patrimônios históricos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do IPHAN, será revertido para a preservação através de reformas, restaurações e com vigilância no intuito de coibir qualquer vandalismo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da perda de identidade nacional, e a coletividade alcançará a Utopia de More.