Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 12/09/2020

Com a chegada dos portugueses no Brasil em 1500 se inicia um processo de construção de uma cultura brasileira proveniente da mistura de hábitos, conhecimentos, ideologias e tradições de diversos povos que participaram da formação do país atual. Apesar de toda essa diversidade que foi construída, o aumento da interação mundial e o descaso com a preservação do patrimônio histórico e cultural da nação vem causando, respectivamente, a perca da pluralidade do povo e prejuízos financeiros com o turismo. Deste modo, é de extrema importância uma análise mais profunda do tema, buscando, principalmente através da educação, uma solução para evitar a perca de algo tão importante que é a identidade de um povo.

Primeiramente, analisando o livro ‘‘O Doador de Memórias’’, da escritora americana Lois Lowry, observamos uma sociedade que foi privada de toda a sua história passada, incluindo costumes, ideologias e tradições, passando a viver assim em uma vida padronizada, onde não tem acesso a diversidade. Similarmente a ficção, o advento da globalização, com a sua capacidade de conectar as coisas e pessoas distantes, vem provocando uma padronização mundial, não tão intensamente como no livro de Lowry, mas que realiza mudanças graduais e significativas em hábitos e costumes e que podem gerar a perca da identidade cultural de um povo, o deixando, como na ficção, privado de suas tradições e diversidades.

Além disso, o patrimônio histórico e cultural de um país é um dos contribuintes da economia deste, já que tende a atrair diversos turistas ao redor do mundo. No Brasil, museus, parques e estruturas como o Cristo Redentor fazem esse papel de incentivar o turismo. Dessa forma, a não preservação dessas estruturas materiais que fazem parte da pluralidade do país tende a interferir diretamente na economia deste.

Portanto, a globalização e o descuido com patrimônios históricos são prejudiciais tanto para a cultura de um povo quanto para a sua economia. Visto isso, cabe ao Ministério da Educação, a quem compete zelar, gerir e normatizar a educação no país, em conjunto com as escolas, realizarem palestras semestrais sobre a importância do patrimônio histórico e cultural para um povo, visando, a partir disso, gerar uma sociedade que valorize mais essas questões, tendo capacidade de proteger as suas histórias e culturas e assim conservar a sua identidade que veio sendo construída a partir de junção de diversos povos desde o início da colonização.