Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 25/08/2020
O Museu do Holocausto, presente na Alemanha, é um importante simbolo do nazismo e de suas ações em território europeu. De fato, para as alemães, o simbolismo dessa obra histórica serve para lembrá-los das atrocidades do regime vivido. Mesmo sendo um artefato de lembranças ruins, tal edificação é respeitada e conservada por resguardar a história de um povo. Todavia, tal pensamento não é presente em todas as nações globais, no Brasil, por exemplo, cada vez mais é comum o desrespeito e a não preservação ao patrimônio histórico e cultural nacional. Assim, para que a história brasileira continue perpetuando ao longo das gerações, através dos monumentos materiais e imateriais,é imprescindível que sejam buscadas as causas e as soluções dessa problemática.
Em primeiro lugar, o desconhecimento da importância do patrimônio histórico-cultural aliado à identificação exagerada com sentimentos de pertencimento aos ideais estrangeiros contribuem para a manutenção dessa conjuntura. Tal paradigma condiz com o conceito de “complexo de vira-lata” do escritor e dramaturgo brasileiro Nelson rodrigues, já que ao ser sempre submisso às vontades e ideias não brasileiras, a população nacional passa a não dar valor aos aspectos nacionais,e, por consequência, a desconhecê-los.
Ademais, a má gestão de verbas públicas destinadas à preservação cultural é outro contribuinte para o descaso em relação à proteção do patrimônio histórico-cultural brasileiro. Para exemplificar, o Incêndio do Museu Nacional é um caso sublime dessa perspectiva, já que, anualmente, as verbas destinadas ao órgão eram insuficientes para sua manutenção,e problemas como o descaso surgem, o que pode ter contribuído para o inicio das chamas. Dessa forma, percebe-se que a manutenção da história brasileira por meio desses edifícios tornou-se irrelevante, diferentemente do que ocorre na Alemanha.
Assim, é imperativo que o Estado, por meio do Ministério da Cidadania em parceria com o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, destine verbas à proteção dos museus e edifícios “tombados”, para que por meio da capacitação profissional e conscientização das pessoas, através de palestras feitas pelos funcionários que participarem do curso de capacitação, o patrimônio histórico-cultural brasileiro seja resguardado. Além disso, as escolas devem fazer um planejamento anual com visitas pontuais aos centros e museus das regiões as quais pertencerem, tal ação pode ser feita através de reuniões com educadores das ciências humanas, que definirão quais locais devem ser visitados. Com isso, os alunos formar-se-ão mais completos no que diz respeito ao conhecimento cultural nacional e o “complexo de vira-lata” acompanhado do descaso em relação à história nacional serão deixados no passado, assim como foi feito na Alemanha.