Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 03/09/2020

O patrimônio histórico cultural diz respeito a tudo aquilo que é produzido, material ou imaterialmente, pela cultura de determinada sociedade que, devido à sua importância cultural e científica em geral, deve ser preservado por representar uma riqueza cultural para a comunidade e para a humanidade. Entretanto, a maioria dos patrimônios não são vistos com tão bons olhos pelas autoridades é os casos de descaso, demolições e abandono de prédios que são verdadeiras testemunhas da história local, e que fazem a importante ligação entre a população e sua identidade cultural. Nessa perspectiva, faz-se necessário a discussão desses aspectos, a fim do plano funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, nota-se que no Brasil, os rumos dos programas e atividades voltados a proteção patrimonial oscilam em sua transparência, podemos pressupor que os interesses econômicos atrelados ao progresso de certo modo sobressaem aos interesses de preservação. As medidas para a proteção do patrimônio cultural brasileiro passa a fazer parte do tema das cartas constitucionais a partir de 1930. A constituição republicana de 1934 declara o impedimento da retirada das obras de arte do território nacional e modera o direito de propriedade nas cidades históricas mineiras desde que as propriedades tivessem uma função social.

Por conseguinte, o ausente investimento em medidas de preservação vem resultando em consecutivos impactos ambientais e temporais, consequência do descaso das autoridades. O incêndio que assolou o Museu Nacional, por exemplo, adquiriu tamanha proporção que destruiu 90% do acervo total, de acordo com dados do G1. Diante de tal contexto, para mudar a realidade, são necessárias medidas que valorizem a herança histórica e cultural. A urbanização, a industrialização, abrem portas para a expansão do comércio e a remodelação do espaço, ocorrendo assim falhas na preservação de identidade Histórica e Cultural da cidade, levando muitas vezes ao desaparecimento e destruição do Patrimônio.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. A priori, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, deve inserir a discussão sobre o tema, por intermédio de palestras, a fim de abordarem a importância do acervo brasileiro. Ademais, urge que o Congresso Nacional formule leis que incentivem e proporcione fundos para, assim, manter a manutenção e conservação desses espaços. Feito isso, será possível derrubar as barreiras que impedem a preservação do patrimônio histórico cultural no Brasil.