Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 16/09/2020

A pluralidade de bases na formação identitária do Brasil o caracteriza como peculiar e exótico. Esse fato, é observado em função da intensa miscigenação de culturas europeias, africanas e indígenas no início da colonização e que perduram hordienamente. Dessa forma, é importante manter a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Não obstante, seja pelo descaso governamental, seja pela falta de políticas que promovam essa importância, tais patrimônios estão sendo perdidos no tempo.

A priori, é imperioso destacar a inércia do governo quanto à medidas que promovam tombamento de obras e registro de práticas culturais. Nesse sentido, impedindo a devida proteção a essas marcas da identidade nacional, não fazendo-as perdurar e serem vistas pelas próximas gerações. Na obra Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Olanda, essa brasilidade e formações de símbolos identitários são explorados de modo a mostrar as origens socioculturais tupiniquins. Consoante ele, ainda, é primordial perpetuar os patrimônios não somente para quem há de vir, como também em honra àqueles que já foram e compartilharam conhecimentos, documentos e histórias. Em vista disso, a atenção do Estado deve ser voltada a essa preservação, investindo em restaurações de obras e com incentivos culturais.

Em segundo plano, está a inexistência de políticas públicas efetivas que realizem a valorização dos bens materiais e imateriais da nação. Haja vista que, a ignorância relacionada aos valores dos patrimônios históricos causam consequências irreparáveis, como o incêndio no Museu Nacional, em 2018. Em consonância com Nelson Rodrigues, jornalista da década de 50, os brasileiros possuem o que ele chamou de “complexo de vira-lata”, em que ocorre a elevação do internacional em detrimento do nacional. Com esse panorama intrínseco à realidade contemporânea, é agravado a problemática de depredação e esquecimento dos símbolos que representam, histórico e socialmente, o ser brasileiro.

portanto, fica claro que é impreterível preservar os patrimônios do país. Para tanto, os órgãos do Estado responsáveis pela educação e cultura, devem criar um programa que viabilize oficinas, feiras e palestras. Esse feito poderá ser inserido nas escolas gratuitamente e por meio de apresentações em praças ou teatros cobrando um valor simbólico. Tal projeto, irá conter aulas praticas de patrimônios imateriais, e os recursos arrecadados usados como auxilio no custeio de reformas nos patrimônios materiais. Tais ações, terão o fito em promover aprendizado, conceder a devida relevância à causa, despertar sentimentos patriotas e fazer jus a quem lutou pela permanência dos emblemas do Brasil.