Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 24/10/2020

No livro “Raízes do Brasil”, de Sergio Buarque de Holanda, é relatado o conceito de “Homem Cordial”, ou seja, o indivíduo brasileiro costuma agir mais com a emoção do que com a razão. Assim, a necessidade de preservação de hábitos alimentares até de monumentos seculares é em grande parte descartada. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a falta de valorização da sociedade, mas também a imprudência em relação ao Estado.

Em primeiro lugar, a sociedade brasileira não costuma valorizar sua própria origem. Outrossim, é importante relembrar que o processo de colonização portuguesa causou um grande impacto para os índios, pelo fato de os povos nativos perderem suas terras e sua liberdade para exercer sua cultura. Dessa forma, a preservação,  a necessidade de enaltecer e buscar entender seus costumes e crenças foram sendo ocultados da sociedade brasileira.

Ademais, é preciso uma reeducação no sistema brasileiro sobre a maneira que é tratada a preservação dos patrimônios históricos. Com isso, de acordo com Allan Kardec, influente educador francês, a educação quando bem compreendida na sociedade é a chave do progresso moral. Desse modo, o Estado é fundamental para resgatar a identidade nacional e orientar os cidadãos sobre práticas erradas de pichação e qualquer tipo de negligência ao nosso legado.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Economia invista em novos centros patrimoniais, em que será garantida a fiscalização e o ensinamento sobre a origem do patrimônio, para existir uma consciência na sociedade brasileira, como forma de diminuir a falta de valorização e ampliar o conhecimento. Além disso, a mídia deve divulgar o contexto histórico sobre os patrimônios, para que a sociedade entenda a importância da preservação, a fim de criar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação tornará os indivíduos conscientes sobre seus deveres, como constatou Allan Kardec.