Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 06/09/2020
Futurismo, uma Vanguarda Europeia surgida no início do século XX, que, exaltando a tecnologia, apoiava a destruição de acervos históricos como museus e bibliotecas, visando romper completamente com o passado. Esse objetivo, felizmente, não obteve sucesso, já que, sendo esses atos de vandalismo realizados, haveria a perda de incontáveis artigos que poderiam ser utilizados como objeto de estudo, além ainda de grande parte da cultura local, que está documentada e preservada, acabar sendo extinta.
Em primeiro plano, tem-se como necessária, a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, para que seja utilizado como objeto de estudo. A importância disso é comprovada ao utilizar o pensamento do filósofo chinês Confúcio de que é necessário compreender o passado para que seja possível prever o futuro. Nesse sentido, observa-se que, a não preservação do acervo cultural de um país, tende a trazer prejuízos inestimáveis, já que prova a sociedade de estudar e conhecer erros cometidos e que não devem ser novamente executados.
Ademais, vale também ressaltar, que, sendo destruído os museus e bibliotecas nacionais, toda a cultura documentada em papel seria extinta, restando apenas o que é propagado oralmente. No livro “A Relíquia”, do autor português Eça de Queirós, a personagem principal começa a enganar religiosos, vendendo em Portugal, itens comuns, como se fossem artigos de grande importância histórica para o catolicismo, como pregos que supostamente estiveram na cruz, e, assim, mostra como é fácil fraudar a cultura de um local que não possui sua história documentada.
Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de apoio à preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. A princípio, cabe ao Ministério da Cultura, por meio da criação de uma lei de âmbito nacional, restaurar os museus e bibliotecas do país, aumentando a segurança e excluindo o risco de destruição por meios naturais, como o fogo, para que assim, não sejam perdidos valiosos objetos de valor histórico que poderiam ser utilizados em estudos e pesquisas. Além disso, os estados deveriam, por meio de um acordo com uma empresa de segurança, implantar vigilantes diurnos e noturnos nos acervos culturais, para que dessa maneira, a perda da cultura documentada do país por destruição humana e furtos seja minimizada. Se tudo isso for feito, então o Futurismo voltará a ser apenas um tema de aulas de literatura, e não mais uma inspiração para atos de vandalismo contra a história local.