Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 07/09/2020
Durante a ascensão do Império Romano, entre os séculos V e XV, os governantes ergueram inúmeras construções, como o Coliseu, que permanecem preservadas até a atualidade, contribuindo, inclusive, com o turismo na região. Entretanto, na contemporaneidade, o Brasil é marcado pelo descaso em relação aos patrimônios históricos e culturais encontrados no país. Sob essa ótica, faz-se pertinente debater sobre a responsabilidade estatal e populacional perante a preservação do patrimônio nacional.
Em primeira análise, é fulcral ressaltar a deficiente relevância governamental diante da problemática como fator primordial. As diversas crises econômicas afetam tanto a sociedade quanto os gastos federais, culminando no corte de verbas para manutenção das obras públicas. O recente incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, por exemplo, foi motivado pela insuficiência de verbas necessárias pra manutenção desse patrimônio, esta que foi gerada pela crise pecuniária vigente desde 2008. Dessa forma, parafraseando o liberalista Adam Smith, “a economia é essencial para o desenvolvimento máximo de uma nação”, evidencia-se que qualquer problema no âmbito monetário, como a imposição de um teto de gastos públicos, corrobora a deficiência econômica na esfera da preservação patrimonial brasileira.
Ademais, é imperativo pontuar a precária notoriedade populacional diante do descaso dos patrimônios nacionais como motor contribuinte. De acordo com a filosofia contratualista, o Pacto Social é definido pela colaboração entre governantes e cidadãos no que tange à estabilidade da ordem social. Partindo desse pressuposto, é incontrovertível que ações antrópicas, como a depredação e pichação dos patrimônios culturais, vão de encontro à perspectiva contratualista, haja vista que colaboram com a banalização da importância dessas obras para sociedade. Portanto, é notória a relevância da atuação dos cidadãos brasileiros no âmbito da preservação patrimonial do país.