Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/09/2020

Com o descoberta do Brasil, a partir de 1500, a somatória dos costumes indígenas, africanos e europeus constituíram a identidade do ser brasileiro, tal que mediante os séculos tanto o legado material, como monumentos e museus quanto imateriais, tal qual costumes e tradições foram desenvolvidos. Entretanto, na modernidade estes se encontram ameaçados pelo descaso governamental e pela  perda da identidade nacional. Assim, faz-se necessário a análise do empasse para sua resolução.

Em primeira análise, a negligência do Estado a respeito da importância da preservação  da herança histórica contribui para o entrave. Por exemplo, segundo o programa Panorama, o Museu do Ipiranga, em São Paulo, fechado desde 2013 sofre com o risco de desabamento, apesar da representatividade para história canarinha a falta de investimentos para a manutenção ameaça o acervo do museu. De modo que, infelizmente, o setor de turismo não é expandindo, tal que a preservação de construções como o Ipiranga são atrativos para a economia nacional e fortalecimento do indenitário da sociedade tupiniquim.

Ademais, segundo a Carta Magna de 1988 é direito da sociedade o contato com a cultura histórica do país para promoção da cidadania. Porém, com a globalização foi difundida a chamada ‘‘Cultura de massa’’ em que elementos de origem exterior passam enfraquecer o contato da população com o patrimônio nacional, seja material ou imaterial. A título de exemplificação, de acordo com G1 Alagoas, os grupos de folguedos alagoanos, grupo de dança folclórica, estão ameaçados a cair no esquecimento, visto que a maioria da população jovem, principal afetada pela cultura de massa, perdeu o interesse pelas tradições regionais. Assim, a globalização tem um efeito contraposto do ideal que visa diminuir distancias, porém preservando as característica  de cada nação.

Em suma, é mister que o Estado tome providências para superar as lacunas na proteção do patrimônio histórico brasileiro. Para que a historiografia receba valorização das esferas governamentais e  sociais, urge que o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), por meio do aumento de verba estatal, promova revitalização e manutenção dos prédios e monumentos, a fim de promover o interesse da população e do setor turístico das cidades. Além disso, cabe a escolas públicas e privadas, juntamente a comunidade, estimularem, por meio de eventos e feiras regionais, o contanto de crianças e jovens com a cultura local, para que as tradições e costumes sejam perpetuados. Somente assim, a memória nacional será preservada e valorizada.