Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 13/09/2020

Na pequena jornada de sua existência o homem transformou o espaço, adquiriu conhecimento e criou recursos capazes de moldar o mundo como é hoje conhecido, fatos que, ao longo do tempo, o tornaram um ser admirável. A partir dessas mudanças, muitos arcabouços que lembram a formação das civilizações foram acumulados e, nas várias sociedades, inclusive na brasileira, a conservação deles representa um fator fundamental para a garantia do direito à cultura e ao conhecimento. É, portanto cabível, a análise sobre a questão da preservação do patrimônio cultural, a fim de, gradualmente, torná-la efetiva no Brasil.

“Uma noite no museu” é um filme baseado num livro homônimo, escrito pelo romancista croata Milian Trenc e, entre cenas, seu enredo mostra a valorização da população estadunidense para com o acervo de um museu. No Brasil, no entanto, esse amor aos artefatos que remontam o passado do ser humano, tanto no mundo como na nação, devido a fatores como o processo de urbanização do século XX, que segregou o acesso à cultura a grupos específicos, não é, frequentemente, percebido. Nesse contexto, fica possibilitado, na atualidade, um forte descaso para com os patrimônios públicos, o que motivou, por exemplo, o incêndio do Museu Nacional, em 2018, negligência absurda que destruiu parte das peças de grande valor histórico e cultural para o Rio de Janeiro e para o país; um absurdo.

Outrossim, vali salientar que, além de permitir um grande déficit para a garantia do direito à cultura, com a falta  de causas que garantam a preservação dos arcabouços em pauta, a acessibilidade dos indivíduos à educação histórica também fica comprometida. Lina Bo Bardi, arquiteta brasileira modernista do século XX, defendia o conhecimento da história como chave para a construção de uma continuidade e de um futuro firme e, certa vez, versou: “O passado não volta. Importantes são a continuidade e o perfeito conhecimento de sua história.”. O pensamento de Lina não tem sido, em sua totalidade, aplicado na sociedade brasileira, visto que, balançado pelos fatores anteriormente comentados, o acesso à sabedoria sugerida por ela, torna-se escasso; uma lástima.

Dessarte, é imprescindível que medidas são necessárias para tornar efetiva a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, fundamental para a garantia de direitos. É válido ao governo promover, por meio das secretarias municipais de cultura, ações como a distribuição de panfletos próxima aos locais onde encontram-se salvaguardadas as manifestações artísticas e arquitetônicas mencionadas, com o auxílio de profissionais capacitados, como publicitários e historiadores. Quiçá, tais medidas instigarão o acesso à cultura e ao conhecimento pelas demais camadas sociais, possibilitando a construção de um bom futuro e, concomitantemente, o desenvolvimento.