Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 20/11/2020
Em determinada ocasião, Confúcio, filósofo chinês, afirmou: “Se queres prever o futuro, estudas o passado”. Nesse sentido, segundo o autor, é fundamental compreender os fenômenos históricos, materiais e imateriais, para o desenvolvimento da sociedade em direção ao amanhã. Infelizmente, percebe-se na contemporaneidade uma desvalorização do patrimônio histórico e cultural, devido a ausência de medidas do Estado para manutenção dessas memórias, bem como a homogeneização da cultura. Com efeito, deve-se discutir sobre a preservação do legado histórico brasileiro.
Em princípio, é mister reconhecer o papel do Estado e suas responsabilidades para com o corpo citadino. Dessarte, conforme a Constituição Cidadã de 1988, é dever do Estado garantir a todos o pleno desempenho dos direitos culturais, assim como acessibilizar, apoiar e incentivar as manifestações culturais. Em contrapartida, verifica-se que as ações do governo têm sido insuficientes para democratizar e conservar a cultura nacional. Como exemplo, em 2018, o Museu Nacional - o mais antigo centro de ciência do país - sofreu um incêndio que, como consequência, devastou o acervo de pesquisas e objetos nacionais. Porém, tal evento poderia ter sido evitado caso houvesse a reestruturação da infraestrutura do prédio.
Em segunda instância, a globalização promoveu novas configurações sociais, afetando, principalmente, as questões culturais. Dessa forma, de acordo com a Escola de Frankfurt, a indústria cultural consiste na apropriação das manifestações culturais e sua transformação em uma mercadoria, visando, sobretudo, o lucro. Lamentavelmente, este fenômeno provoca a desvalorização da cultura nacional, dado que os elementos culturais são desvinculados de suas características primordiais, como sua origem e importância, e modificados para o consumo. Como consequência, os indivíduos perdem seus laços com sua cultura local, pois a homogeneização cultural culminou no seu esvaziamento. Ora, é necessário fomentar medidas para a engrandecimento do patrimônio histórico cultural do Brasil. Evidencia-se, portanto, que a carência de medidas do governo, em conjunto com o advento da indústria cultural, tem promovido a desvalorização do patrimônio histórico cultural da nação. Para a alteração deste cenário, o governo Federal, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), deve incentivar o contato dos brasileiros com a cultura nacional, por intermédio da realização de eventos culturais públicos, aspirando valorizar e acessibilizar os mecanismos culturais a população. Além disso, tais encontros deverão ser transmitidos pela TV, buscando dar visibilidade às práticas culturais do Brasil. Como resultado, espera-se que haja uma ressignificação dos valores culturais no país, bem como o reconhecimento da importância do patrimônio histórico cultural.