Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 29/09/2020

O período de Ditadura Militar foi marcado por obras faraônicas e grandiosas, as quais faziam parte da estratégia de vitrine, para mostrar que o Brasil estava moderno. Entretanto, análogo a isso, infelizmente, há uma tentativa de deturpar a história, desfazendo a importância de preservar os patrimônios históricos. Isso se dá pelos obstáculos encontrados na falta de investimentos governamentais, bem como dificuldade no sentimento de pertencimento.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a ausência de políticas públicas como um fator preponderante para problemática. É importante pontuar, o legado deixado pela Semana de 22, que objetivava impulsionar decisivamente a atualização dos monumentos no Brasil. Porém, a ineficiência nos orçamentos não seguem essa lógica, visto que percebe-se o sucateamento na administração, com o desvio de verbas que deveriam ser utilizadas para melhorar a infraestrutura dos bens materiais. A exemplo disso, o Museu Nacional no Rio de Janeiro, que o fogo destruiu um dos maiores acervo do país, pela fragilidade na conservação constante desses ambientes. Dessa forma, o governo sem estimular as mudanças abre brechas para falta de valorização da população.

Sob essa óptica, a ausência de noção social dificulta a manutenção da memória historiadora. É notório que a mídia consegue influenciar em todos os aspectos da vida do ser humano, e espelhar o que a sociedade quer visualizar. Assim, influenciados pela Indústria Cultural, a valorização dos patrimônios é deslocada para segundo plano, enquanto outros assuntos são difundidos por maximizar os lucros. A partir disso, o sentimento de pertencimento, o qual é essencial para a manutenção da história se torna utópico, havendo uma banalização e negligência com esses monumentos, pois, existe uma dificuldade em valorizar por falta de reconhecimento da importância dessas heranças históricas. Logo, segundo Pierre Bourdieu, o indivíduo é construído a partir da interação entre as estruturas sociais, ou seja, a mudança de postura nas bases escolares são necessárias.

Em suma, medidas são necessárias para diminuir os obstáculos para preservação do patrimônio histórico. Portanto, urge ao Ministério da Educação criar um evento anualmente de Mostra de Artes nas escolas com construção de monumentos históricos. Isso ocorrerá por meio de palestras e slides interativos, com participação de historiadores e paleontólogos, objetivando aguçar o senso crítico dos alunos e ampliar o sentimento de necessidade na preservação. Ademais, cabe ao Governo Federal, destinar verbas governamentais para manutenção desses monumentos. Somente assim, os marcos históricos continuarão se perpetuando por décadas.