Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 28/11/2020
No renascimento Cultural — movimento artístico e intelectual que ocorreu na transição da idade média para a idade moderna — a cultura era valorizada e usada como uma maneira de transmitir conhecimento. Entretanto, nota-se que diferente da época citada, a atual sociedade brasileira demonstra uma desvalorização e irresponsabilidade no que tange a questão da preservação do patrimônio histórico cultural do Brasil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas uma base educacional lacunar, bem como a priorização de interesses financeiros.
Em primeiro plano evidencia-se que a carência educativa é um grande responsável pela complexidade do problema. Assim, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, afirmava que que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nessa perspectiva, o filosofo espanhol George Santayana declarava que aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repetir seus erros. Dessa forma, em analogia com a problemática, os discursos se complementam, ressaltando que uma vez que a população não possui um aprendizado didático sobre a história de seus patrimônios culturais, permanecem cometendo as mesmas falhas em relação aos cuidados deles.
Outro ponto relevante nessa temática, é a prioridade dada à questão financial. Sendo assim, desde os processos denominados revoluções industriais e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimentos de valores humanos essenciais, como a preservação do patrimônio histórico cultural. Nesse sentido, o sociólogo Herbert José de Sousa expõe que um país não muda pela sua economia, mas sim pelos seus costumes. Logo, é nítido que uma vez que o principal foco são os interesses monetários, a preocupação com o essas propriedades culturais ficam de escanteio, não havendo mudanças para preservá-los.
Destarte, é nítido a importância da preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, porém ainda possui alguns obstáculos em sua implantação, como a falta de ensino sobre esse exercício e as preferências financiais. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com a Secretaria Especial da Cultura, criem campanhas — como palestras e eventos públicos — que sejam expostas nas instituições de ensino e nas redes sociais, apresentando à população a história dos patrimônios, educando sobre a importância de preservar esses bens culturais e fazendo com que repensem a priorização de seus interesses financeiros. Ademais, tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução do problema, assim a sociedade vai entender e decidir criticamente quais são as prioridades e cuidados que promovem uma melhoria para essa preservação cultural.