Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 11/10/2020
O processo de preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro tem encontrado grande dificuldade na sociedade brasileira. Sabe-se que durante a vinda de Dom João VI para o Brasil, foram construídas diversas obras para que o país fosse modernizado, como a criação da Biblioteca Nacional e do Jardim Botânico. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, em relação à conservação dos bens materiais. Nesse contexto, verifica-se a configuração de um problema de contornos específicos, em decorrência da falta de consciência da população e da insuficiência legislativa. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeiro lugar, tem-se a falta de consciência da população em questão. Os brasileiros não possuem a cultura de preservar a sua memória, depredando em grande parte, aqueles bens que foram tombados pela União, estados ou municípios. Nesse contexto, o escritor Machado de Assis em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam a nação. Não muito longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão da falta da conservação do patrimônio nacional, ao serem divulgadas com frequência, notícias de danos aos mesmos. Nesse contexto, torna-se evidente a necessidade de trabalhar a conscientização da população e o estímulo à cidadania.
Além disso, o tema encontra terra fértil na insuficiência legislativa. No país, as leis não estão assegurando em sua totalidade a conservação de obras como museus, estátuas, pinturas e esculturas. Na obra de Zygmunt Baumas, intitulada “Modernidade Líquida”, ele defende que a pós modernidade é altamente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar somente para si, e, no caso, deixar de se importar com a proteção do histórico cultural do país, funciona como um empecilho para a questão, já que a punição vem de forma irrisória, em algumas ocasiões.
Logo, medidas devem ser tomadas para amenizar o problema da preservação o patrimônio histórico cultural do país. Para isso, as Secretarias de Cultura dos municípios devem realizar palestras de discussão sobre o que e quais são os patrimônios do país e a sua importância de conservá-los. Tais palestras devem ser feitas nas escolas, para englobar jovens e crianças, que levando essa informação para os seus pais, possam disseminar para um público maior. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.