Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 22/10/2020
No dia 2 de Setembro de 2018 na cidade do Rio de Janeiro, houve um incêndio de um dos maiores museus do Brasil , demonstrando a ausência de importância da população com os patrimônios culturais e históricos. Em consonância com o exposto, a destruição de espaços públicos que promovem o acervo memorial da população aliado á uma lógica capitalista ,destituem a expansão da preservação como também denigrem os símbolos regionais de cada região brasileira. Neste ínterim, inserem-se duas vertentes: a imposição de um sistema econômico industrial e a falta de uma consciência científica na sociedade.
Em primeiro lugar, as instituições financeiras e industriais influenciam na preservação dos patrimônios. Isso explica, de maneira geral, o deslocamento de recursos destinados aos centros culturais, que de certo modo, são realocados em obras de cunho financeiro, como por exemplo, implantação de shopping e condomínios. Além disso, a crise econômica enfrentada pelo país, atualmente, intensifica os corte de gastos na conservação, uma vez o investimento em cultura se tornou escasso em detrimento de visões elitistas, que corroboram para um quadro de calamidade e a dificuldade de proporcionar recintos adequados.
Em segundo lugar, a distância de um senso científico na comunidade brasileira afeta os patrimônios culturais. Neste contexto, a ideologia consumista juntamente com os avanços da tecnologia, propõe uma barreira que não permite uma educação e hábitos voltados ao campo da ciência, no qual o conhecimento que abarca conteúdos voltados á esfera histórico-social não interessam ao público em geral. Somando á isso, a carência de preservação de monumentos e obras de arte culminam na perda de identidade do povo brasileiro, em que o não reconhecimento geram enormes gargalos na defesa dos artefatos, contribuindo para a anomia descrita por Durkheim, em que há o enfraquecimento do pertencimento nacional.
Portanto, é necessário a proteção dos patrimônios históricos e culturais no Brasil. Para isso é de extrema notoriedade, o Ministério da Cultura em união com a mídia em transmitir em redes comunicacionais como o Instagram, por meio de vídeos e relatos sobre o grande assolamento das obras patrimoniais como também a extinção de culturas imateriais, de forma que a população entenda os mecanismo que as instituições financeiras e industriais produzem. Além do mais, inserirem disciplinas cientificas na educação básica de qualidade, rompendo o senso de não vincular-se aos meios culturais e criar uma consciência de identidade brasileira com o objetivo de afastar acontecimento como o do Museu Nacional.