Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 16/10/2020
“A cultura de um povo é seu maior patrimônio”, dizia Nildo Lage. Cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. Ela pode se manifestar de diversas formas, seja por meio dos tipos de arte como pinturas e esculturas ou até mesmo por meios imateriais como crenças morais, costumes e conhecimento adquirido por meio de convívio social. Lamentavelmente, o Brasil encontra cada vez mais problemas relacionados a preservação de seu patrimônio histórico cultural. Prova disso é a falta de politicas de conservação e até mesmo a falta de interesse da população por sua própria história.
Em primeiro plano, vale destacar que, a falta de políticas de conservação do patrimônio histórico cultural brasileiro trouxe grandes perdas ao país e sua nação. Dentre as mais significativas podemos citar o incêndio no Museu da Língua Portuguesa em 2015 e no Museu Nacional em 2018. Conforme aponta o Jornal da USP, só no incêndio do Museu Nacional, cerca de 20 milhões de itens foram perdidos. Caso houvesse um maior preparo para esse tipo de situação, o dano poderia ser bem menor e uma boa parte do acervo teria sido poupado. A média é de um desastre por ano. Esse tipo de situação não pode mais ser tolerada pois os museus são a principal forma de manter viva a cultura de nossos antepassados e é dever do cidadão e do estado lutar para sua conservação.
Em segundo plano, vale destacar que, a falta de interesse da população brasileira com sua história não é de hoje. Com a vinda da globalização, os países hegemônicos, como os Estados Unidos e a Europa, tiveram suas culturas supervalorizadas enquanto as outras foram cada vez mais deixadas de lado por serem consideradas inferiores. A aversão
Conclui se que, é inadmissível que não se tomem medidas para a preservação do Patrimônio Histórico Cultural do Brasil. Afim de resolver o problema, o Ministério da Cultura, por meio dos impostos arrecadados, deve aumentar os recursos revertidos para conservação dos sítios, bem como extinguir o estado de precariedade dos demais museus. Paralelo a isso, o Ministério da Educação, por meio de palestras anuais obrigatórias, deve mostrar o quão rica é a diversidade cultural do Brasil, bem como apresentar um pouco cada uma delas. Dessa forma, a população se interessara não só pela cultura estrangeira mas pela sua também. Assim os museus estarão cada vez mais cheios e valorizados e a cultura de nosso povo que é nosso maior patrimônio continuara viva aos olhos das futuras gerações.