Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 20/10/2020

Em 1922, o Movimento Modernista Brasileiro serviu como gatilho para o nacionalismo e valorização de elementos de cunho nacional, buscando uma arte autêntica e esquecendo valores estéticos europeus. Hodiernamente, a preservação de valores nacionais tem sido deixada em segundo plano pela sociedade, desvalorizando patrimônios históricos culturais brasileiros. Sob essa óptica, faz-se imperioso responsabilizar não somente o descaso estatal em relação a preservação desses, mas também instituições de ensino como principais responsáveis por esse problema.

Ademais, de acordo com a Constituição Cidadã, elaborada em 1988, é dever do Estado assegurar a cultura para o cidadão brasileiro, e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. No entanto, o incêndio do Museu de História Nacional em 2018 reflete a incompetência estatal em relação a preservação estrutural e arquitetônica do patrimônio brasileiro. Nessa perspectiva, a Alemanha, após nazismo, sua população aprendeu a superar seu passado com o auxílio de leis que proíbem suásticas e transformaram os terríveis campos de concentração em famosos museus. O tímido destaque de investimentos para museus e teatros brasileiros tem sido uma das piores imagens do País para o exterior, pois a perda de importantes documentos históricos após o incêndio é irreparável e apenas nutre-se da memória dos livros.

Visto isso, “eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades” é um dos trechos da música do cantor Cazuza, em que ele explica como a história humana pode ser cíclica. Por isso, caso não haja uma imediata valorização da cultura nacional e entendimento de sua história, potencializada por instituições de ensino e professores, a tendência é que repitamos os mesmos erros, como afirma o filósofo George Santayana. Além do mais, é preciso entender que além da cultura europeia estar enraizada no nosso cotidiano, a africana e indígena também estão. A valorização de espetáculos de capoeira e do carnaval no norte do Brasil, por exemplo, devem ser apresentado aos estudantes como patrimônio da cultura do nosso povo, e não apenas costumes europeus.

Assim, cabe ao Ministério da Cultura, atrelado às secretarias municipais, promover um maior destaque de investimentos à museus, teatros e outros, por meio de emendas constitucionais, preservando sua estrutura a fim de atrair brasileiros para eventos, em especial para cidades populosas no País, como São Paulo. Também, o Ministério da Educação deve destinar uma maior quantia de capitais para excussões escolares aos patrimônios históricos do Brasil, principalmente em instituições públicas, com o fito dos jovens conhecerem a trajetória do País e aprender com seu passado. Dessa maneira, a Nação pode reviver um novo Movimento Modernista e valorizar sua cultura.