Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 24/10/2020

O patrimônio histórico de cada território, nação e povo, denunciam o passado ali habitado. As pirâmides do Egito, por exemplo, demonstram a relação do soberano com o povo e a espiritualidade. Nessa lógica, manter esses locais preservados possibilita compreender seus costumes, hábitos e cultura, enriquecendo a experiência sobre a humanidade. Entretanto, no contemporâneo nota-se o descaso com a história do povo brasileiro, algo grave para a identidade nacional. Com efeito, para que se preserve a história da nação, hão de se combater: a omissão estatal e a indiferença social.

Em primeiro plano, a falta de vontade política é um dos principais percalços para a manutenção do patrimônio histórico nacional. A esses respeito, o filósofo John Locke disserta de ser uma quebra do “Contrato Social”, em que o Estado não é atuante na preservação da cultura e identidade do seu povo, na medida em que pouco se investe nessas edificações para sua estável permanência, o que deve urgentemente ser desconstruído sob a penalidade de perder esse vínculo artístico na história. Nesse sentido, no Rio de Janeiro, por exemplo, o Museu Nacional - palácio da corte real portuguesa entre 1808 e 1821 - foi totalmente destruída pelo fogo, tragédia que poderia ter sido evitada caso houvesse uma reforma em sua infraestrutura. Dessarte, é inconcebível que o Patrimônio Histórico Nacional seja refém da inércia do poder público e de seus demagogos que usurpam o poder.

De outra parte, a frágil atuação da sociedade figura como outro desafio para a preservação patrimonial  do país. Nessa lógica, o  sociólogo Zygmunt Bauman defende a tese da sociedade líquida. Líquida no sentido de que as relações, com o passar do tempo, estão ficando cada vez mais superficiais e o contato entre os indivíduo contemporâneos é cada vez menor. Não seria, desse modo, de causar espanto caso a mesma patologia social se manifeste nos cuidados que se devem a herança de povos históricos. Por conseguinte, os brasileiros perderam o tato com o seu país e história, dado que, pouco se reivindica uma atuação mais comprometida dos seus líderes e governantes, dotando-se de uma postura passiva e conivente que pontualmente contribui para a atual silenciosa situação de abandono. Lê-se, pois como grave, diante de tão nocivo panorama, a lepra social.

Impende, portanto, apresentar caminhos para que a história nacional  seja preservada. Para tanto, o Congresso Nacional - instituição responsável por criar/aprovar leis, deve criar uma lei que versa sobre a preservação da cultura nacional, em que pessoas físicas e jurídicas apliquem parcelas do imposto de renda no apoio direto a esses projetos, de modo que a burocracia deixe de ser um obstáculo na contribuição dessa causa. Além disso, outra solução viável seria optar em contribuir na fatura de energia. Feito isso,  a ligação entre a população e sua identidade cultural será factual no Brasil.