Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/10/2020

Patrimônio Histórico pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade. No entanto, o corpo social e o governo se mostram indiferentes à questão, uma vez que não sabem a importância da preservação desses bens brasileiros. Nessa conjuntura, não só a desvalorização dos elementos nacionais, mas também o descaso governamental acentuam o problema e geram grandes consequências.

Deve-se analisar, a princípio, a falta de atenção da sociedade para os acervos brasilienses, visto que poucos conhecem as diversas propriedades materiais e imateriais da nação, mas muitos exaltam os bens estrangeiros. Nessa perspectiva, Nelson Rodrigues, dramaturgo e escritor brasileiro, criou a expressão “Complexo de vira-lata” para explicitar o apego dos cidadãos do Brasil aos espaços internacionais e o repúdio aos patrimônios nacionais. Dessa forma, a coletividade tende a degradar, furtar e roubar esses acervos culturais, proibindo as futuras gerações apreciar tais artes.

Outrossim, ressalta-se o pouco investimento do governo nessas propriedades históricas-culturais brasileiras. Apesar de a Carta Magna de 1988 estabelecer ao estado o controle por esse patrimônio, ou seja, cuidar e zelar pela segurança destes, assegurando a sua conservação a longo prazo, as instituições governamentais negligenciam tal fato, não investindo verbas necessárias para a manutenção dos bens culturais, não dando prioridade ao tema e criando poucas políticas públicas de incentivo à preservação do patrimônio. Consequentemente, esses acervos, que são vistos como a identidade do povo brasileiro, vão se desintegrando ao longo do tempo, fazendo com que haja uma perda cultural no Brasil.

Portanto, para que a sociedade, em geral, preserve os patrimônios históricos-culturais brasileiros, faz- se necessário que o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional -IPHAN- veicule campanhas de divulgação de informações sobre propriedades culturais, por meio das mídias de grande alcance, como Facebook, Instagram e Twitter, com vistas a explicitar a relevância do assunto e formar um senso crítico no espectador, voltado a conservação desses bens. Ademais, o governo deve enviar 10% do PIB - Produto Interno Bruto -  para os museus e locais de preservação, para reformar áreas degradadas e incentivar a visitação de turistas nacionais e estrangeiros. Assim, tanto os elementos nacionais como internacionais serão exaltados e agregarão conhecimentos.