Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 22/11/2020
No século XXI, o Museu Nacional, o primeiro centro de pesquisa, foi alvo de um incêndio que aconteceu devido ao descaso governamental perante ao patrimônio histórico citado. Com isso, milhares de documentos referentes à escravidão e ao grupo indígena foram queimados e perdidos. Frente ao abordado, nota-se a importância de discutir acerca da preservação desses bens materiais, pois eles ajudam a mitigar as mazelas sociais do presente.
Em primeira análise, conforme o Augusto Cury, médico e escritor, “Quem não utiliza o passado com o fito de progredir, tende a cometer os mesmos erros durante anos”. À vista disso, é valido a relação: o descaso governamental com os patrimônios históricos e a permanência da mentalidade escravista no Brasil, uma mazela social. Uma vez que, em pleno século XXI, mais de 100 anos após a criação da Lei Áurea, a qual tornou ilegal a escravidão, ainda há casos de injúria racial sendo divulgados nos noticiários da Globo. Dessa forma, percebe-se que o brasileiro não tem ciência de que o homem e a mulher preta fazem parte da história brasileira e que eles lutaram em guerras, como a Guerra do Paraguai, em prol de uma nação. Por isso, o Estado deve preservar os inúmeros patrimônios históricos, porque, sem eles, sem o passado, não há como progredir.
Em segunda análise, com base nas informações supracitadas, vale apresentar outro problema vinculado à não preservação do passado histórico: a não conservação das terras indígenas. Isso porque os povos originais são os alicerces da identidade brasileira, devido, principalmente, ao fato deles terem sido os primeiros habitantes do Estado, até então, elucidado. Contudo, apesar dessa participação histórica, o território dos Tupi - Guarani, grupo indígena, são constantemente alvos das ações do homem branco, de acordo com o Jornal da Cultura. Como resultado, os povos originais tem diminuído a cada ano e, diante disso, perde-se costumes e construções históricas que são considerados patrimônio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN).
Portanto, vê-se a necessidade de reverter o cenário esmiuçado. Desse modo, o Ministério da Cultura deve, por meio de verbas governamentais, realizar obras nos monumentos históricos, como museus e bibliotecas considerados patrimônio cultural histórico. Ademais, essa ação governamental deverá ser divulgada nos meios de comunicação para fomentar o interesse da população sobre esses bens históricos. Em efeito, com a sociedade se interessando mais pelo seu passado, haverá maior valorização da mulher e do homem preto, assim como das terras indígenas, bases da identidade brasileira. Assim, as mazelas poderão ser, aos poucos, mitigadas, e o país, por sua vez, conseguirá progredir.