Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 27/11/2020
A primeira geração do Romantismo no Brasil foi marcada por um sentimento nacionalista intenso, na qual ocorreu a valorização da pátria e dos elementos que a compõem. No entanto, atualmente essa valorização dos patrimônios brasileiros está menos acentuada, o que tem comprometido a preservação histórica do país. Nesse contexto, a carência de investimento estatal somada ao descaso da população contribui diretamente para o não reconhecimento do valor das origens por parte dos cidadãos, os quais tendem a priorizar, assim, a cultura exterior.
Em primeiro plano, cabe destacar os principais fatores que impedem a efetiva preservação dos patrimônios brasileiros. Sob esse âmbito, a falta de investimentos do Poder Público para a manutenção e preservação de bens artísticos corroboram inúmeras tragédias como o incêndio no Museu Nacional do Brasil, em 2018, na qual, por falta de aplicação de recursos e má conservação, destruiu o acervo com mais de 20 milhões de itens. Ademais, a falta do sentimento de pertencimento da população tem ocasionado casos de depredação dos patrimônios públicos, o que priva o indivíduo de sua identidade enquanto brasileiro.
Outrossim, é importante ressaltar as inúmeras consequências acerca dessa questão. Sob essa perspectiva, o fato de a Indústria Cultural transformar as diferentes obras em produtos padronizados, os quais têm como objetivo o lucro acima de tudo, ratifica a linha de pensamento de Adorno, o qual afirma que a massificação dos gostos ocorre em virtude do consumismo. Esse cenário de massificação corroborou a supervalorização da cultura estrangeira e o desconhecimento acerca dos próprios patrimônios culturais do país. Além disso, a cultura dos povos nativos do território, principalmente dos indígenas, é constantemente descaracterizada e desrespeitada, o que culmina em relatos de preconceito e violência.
Portanto, assegurar a preservação do patrimônio cultural brasileiro é um desafio da contemporaneidade que necessita de políticas públicas. Para tanto, cabe à Secretaria Especial da Cultura promover e proteger o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros e investimentos em equipamentos de segurança. Além disso, outro importante meio é a educação patrimonial, que se baseia em uma ação educativa, como projetos, oficinas e concursos, que visa difundir o conhecimento sobre o patrimônio em conjunto com a comunidade, no intuito de fomentar a valorização e preservar os bens nacionais. Somente assim, será possível resgatar o sentimento nacionalista, como ocorreu na primeira fase do Romantismo.