Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 28/11/2020
A obra “Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda, diz respeito a construção da sociedade e a formação cultural no período colonial. Nessa perspectiva, percebe-se a necessidade de valorizar os elementos que são testemunhas da história e que ajudam a manter viva a memória de um povo. Entretanto, a falta de discussão referente ao assunto e o pouco investimento no setor faz com que muitas memórias sejam esquecidas.
É relevante abordar, primeiramente, que a cultura de massa contribui para que os costumes tipicamente brasileiros se percam devido a influência estrangeira. Portanto, a população tende a se manter alienada em relação a importância da valorização da identidade nacional como as músicas, danças, saberes, monumentos etc. Prova disso, é a Igreja da Pampulha um patrimônio cultural que sofreu duas pichações em sua fachada. Logo, é imprescindível que haja a disseminação da história por trás da existência dos patrimônios e o que eles representam para a sociedade.
Paralelo a isso, além do desprezo, a falta de investimentos públicos ameaçam a história da cultura. Embora o Governo Federal tenha destinado verbas para a manutenção e conservação dos patrimônios, os valores não subsidia sequer metade dos gastos com eles. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cultura representa apenas 0,2% dos gastos públicos no país. Dessa forma, os monumentos ficam ameaçados junto as lembranças do país, como foi o caso do incêndio no Museu Nacional, que destruiu séculos da história brasileira.
Dessa maneira, é preciso que esses elementos sejam valorizados, para que assim não se perca a história do Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar na Base Nacional Comum Curricular, projetos nas escolas com palestras, debates e atividades lúdicas que promovam a disseminação dos valores culturais brasileiro. Cabe também, ao Poder Público junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) criar metas mensais para recuperar os monumentos com a destinação de capital ao instituto, para assim resguardar os acervos e proteger a identidade do país. Sendo assim, a lembrança dos povos será preservada, para a atual e para as futuras gerações.