Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 04/12/2020

O livro Raízes do Brasil, escrito por Sérgio Buarque de Holanda, mostra as origens da formação do povo brasileiro, ele discute sobre como os portugueses, europeus e indígenas contribuíram para a nossa cultura e formação do patrimônio cultural ao longo do anos. Ao refletir a respeito da importância da preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da desinformação acerca dessa herança faz com que não haja a valorização de tal, acarretando na perda cultural inestimável. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil há uma política de desvalorização nacional e supervalorização de bens estrangeiros. Diante disso, percebe-se que desde o processo de Neocolonialismo no século XIX, o qual países como Estados Unidos e Europa dominavam politicamente e culturalmente outros países, tal como Brasil, África, entre outros. De maneira análoga, identifica-se de acordo com o Complexo Vira Lata, desenvolvido pelo escritor Nelson Rodrigues, o qual os brasileiros se sentem inferiores e desvalorizam a própria cultura, em razão da construção do Brasil, desde o neocolonialismo.

Desse modo, o patrimônio histórico brasileiro corre riscos. A vista disso, nota-se o incêndio no Museu Nacional, em setembro de 2018, ocasionado pela falta de verba na manutenção básica no prédio. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para as futuras gerações, uma vez que há falta de verbas e má gestão coloquem em risco parte tão importante da história brasileira e do mundo. Logo, Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, diz que não existe inovação sem conservação, visto que ao olhar somente para o futuro se perde os valores e conquistas de toda a humanidade até os dias atuais. ​

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que parcerias entre empresas público privadas e o Secretaria da Cultura para oferecer apoio jurídico e financeiro às instituições, de modo que ocorra mais supervisões nas instituições e lugares que abrigam o patrimônio, com o objetivo de que cada vez mais se possa valorizar a história das gerações passadas. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por historiadores e arqueólogos, que discutam o valor dos aspectos tombados e o quanto importante são para a construção da sociedade, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.