Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 05/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à cultura e ao bem-estar social. Entretanto, em pleno século XXI, ainda é possível identificar a desvalorização da preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Hodiernamente, a falta de educação básica e crítica brasileira e a negligência do Estado, impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido no aumento do número de cidadãos que desconhecem, de forma crítica, o patrimônio histórico cultural brasileiro. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, cabendo a educação fortalecer a construção de um cidadão que reconheça e preserve o patrimônio histórico cultural, seguindo os parâmetros da Constituição Federal de 1988, que em seu preambulo descreve uma sociedade pautada na justiça e na diversidade.
Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Estado como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas em consonância com a negligência dos Estados nacionais são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que o Estado brasileiro possui um dos maiores patrimônios materiais da américa latina, segundo o departamento de história da USP ( Universidade de São Paulo), porém, é o país que menos investe em conservação do patrimônio, um grande exemplo disso, foi o incêndio ocorrido ,em 2018, no Museu Nacional do Brasil. Dessarte, é inadmissível que esse cenário continuo a perdurar.
Infere-se, desse modo, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado, por meio da Secretaria de Cultura deve promover a criação do fundo de preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, visando a construção de centros de apoio ao patrimônio cultural e gerenciamento educacional voltado para construção de um cidadão apto à sociedade. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar os altos índices de desvalorização cultural. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado ,pois, conforme Djonga " Mudando o presente moldamos o futuro"