Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 09/12/2020

Em 1500, com a chegada dos portugueses ao Brasil, eles entram em contato com os indígenas, já habitantes destas terras. Após alguns anos, com a vinda dos africanos escravizados e dos imigrantes europeus, a população brasileira se torna uma grande miscigenação de costumes e pessoas. Dessa forma, sendo um país tão rico culturalmente, é lamentável o descaso do governo e do povo com um patrimônio material e imaterial histórico.

Conforme o artigo 215 da Constituição Federal, o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso as fontes da cultura nacional. Em contraponto, o que se percebe na realidade são apenas tombamentos de prédios, e não medidas que realmente preservem as raízes étnicas e regionais. Um exemplo disso, são as manifestações não-palpáveis, como o frevo ou as festas juninas, que devem ser tão valorizadas quanto um museu ou monumento.

Outro fator existente na sociedade capitalista atual, é a globalização e a homogeneidade cultural. Em suma, o que ocorre é a “cultura de massa”, em que há grande influência das potências mundiais, como os Estados Unidos, no modo em que o povo se comporta, se veste e consome. Portanto, ocasiona inserção de elementos estrangeiros em detrimento dos locais, fazendo com que toda a beleza nacional deixe de ser enaltecida.       Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), trabalhem em conjunto para solucionar essa questão. Dessa maneira, serão desenvolvidos projetos lúdicos nas escolas, como festas regionais, saraus literários e passeios nos principais pontos de turismo da cidade. Além disso, o Estado em parceria com a iniciativa privada deve investir em museus, prédios e comemorações que valorizem o folclore e a diversidade, por meio disso o turismo também crescerá, assim como a consciência de um povo que valoriza suas raízes.