Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 10/12/2020
A identidade cultural de um povo advém de seu passado, no caso do Brasil, a combinação de três povos diferentes ( índios, africanos e europeus) moldou a atual sociedade brasileira. Com isso, vê-se pelo país diversas línguas e espaços a serem preservados, a fim de respeitar e valorizar toda a história nacional. Entretanto, o país falha no quesito preservação de patrimônios materiais, ao não reconhecer muitos edifícios históricos e não os reconstruir nem os preservar devidamente. Além de que, a falta de preocupação das entidades governamentais com o patrimônio imaterial do país gera consequências catastróficas, como a extinção de línguas nativas.
Conforme dito anteriormente, a memória história de um povo deve ser preservada, tal necessidade é facilmente percebida na letra da canção “Saudosa Maloca” de Adormiran Barbosa. Pois, quando o autor canta “…maloca querida, donde nós passemo, dias feliz da nossa vida” ele expressa sua tristeza ao ver sua história ser destruída, já que, aquele espaço era a representação de sua identidade. Ao trazer à realidade, percebe-se que a letra explica perfeitamente a seriedade de deixar inúmeras edificações históricas serem destruídas. Como o Hotel Plaza de Fortaleza, luxuoso edifício da década de 60 completamente abandonado devido a falta de atenção governamental para com esse pedaço de identidade nacional.
Porém, os patrimônios de um país não são apenas os materiais como prédios, ruas e ambientes, o patrimônio imaterial de um povo tem uma porção significativa de importância, visto que as línguas fazem parte dessa classificação e são essenciais em uma sociedade. No entanto, com o choque entre culturas, nesse país diverso, os costumes nativos foram ignorados. Consequentemente, a nação brasileira teve uma perda de 70% de sua identidade cultural, pois, segundo o site do G1 mais da metade de línguas indígenas do território brasileiro foram extintas. Tal realidade apenas comprova a importância de uma preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Em síntese, entende-se que um povo é feito do seu passado, e a importância deste não pode ser ignorada. Por isso, cabe ao IPHAN (Instituto de Preservação Histórica e Artística Nacional), por meio de acordos com o Sistema Legislativo e a FUAI (Fundação Nacional do índio) criar uma lei que obrigue todo presidente a comprometer-se com os patrimônios materiais e imateriais do país. A mesma, será responsável por direcionar 2% do PIB nacional para a restauração de edifícios tombados no país e ainda oferecer suporte nacional às linguas nativas que correm risco de extinção. Para que assim o povo Brasileiro possa conhecer seu passado diverso e ter orgulho de ser uma nação multiétnica.