Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 17/12/2020
O livro de Sérgio Buarque de Holanda, “Raízes do Brasil”, é venerado por diversos críticos por ser considerado fundamental para a compreensão básica da sociologia do Brasil. Nesse contexto, é perceptível a necessidade da preservação de obras que representam a identidade étnica e histórica de um povo. Consequentemente, delibera-se acerca da imprescindível resguarda do patrimônio histórico no país.
Em primeiro lugar, é essencial a ciência de que a conservação de artefatos culturais é indispensável para as relações humanas. Explica-se tal tese com o auxílio do diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artítisco Nacional (IPHAN), Luiz Phillipe Torelly, o qual asserta que patrimônio cultural significa qualquer forma de manifestação que represente os costumes e o histórico de uma etnia. Desse modo, o mesmo afirma que os indivíduos precisam do acesso à cultura como meio de identificação e comunicação com suas origens passadas. Inclusive, conforme a Carta Magna do Brasil, é dever do poder público promover a manutenção do acervo artístico e científico para o desfruto das gerações futuras.
Contudo, a exigência do artigo constitucional citada não é plenamente assegurada. Exemplo disso estabelece-se no incêndio ocorrido em 2018 no Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro e prestigiado como o mais antigo centro de ciência do país. O acidente foi consequente da falta de verba governamental para estabilidade da infraestrutura do local. Outra demonstração de negligência diante das heranças científicas brasileiras é a homogeneização das culturas de países influentes derivada da globalização do século XXI. Como exemplo, a USP realizou uma pesquisa com um grupo de brasileiros e depreendeu que 55% dele afirma prestigiar mais as músicas norte-americanas do que as da própria nação. Tal estudo revela preocupação, pois, desse modo, as manifestações musicais periféricas do país tendem a ser desvalorizadas e até esquecidas.
Em síntese, o Brasil é um território com massiva pluralidade cultural, porém ela não é plenamente aproveitada como deveria. Portanto, é mister que o IPHAN propague, através de meios comunicativos com a população, como televisão, internet e jornais, discursos enaltecedores da importância da valorização da cultura brasileira e, dessa forma, fomente debates na população acerca do tema. Inclusive, é obrigação que o mesmo agente mantenha a preservação dos acervos culturais do país por meio de destinação de capital a museus históricos. As propostas devem ser realizadas a fim de estabelecer uma cultura de proteção à memória étnica brasileira.