Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 25/12/2020

Em “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma sociedade livre de problemas e desordens, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade hodierna, nota-se o oposto das ideias de Platão, uma vez que a falta de preservação do patrimônio brasileiro apresenta um problema de grandes proporções. Dessarte, faz-se imprescindível não somente uma análise dessas causas, como também das possíveis soluções.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a negligência do Estado como promotor do problema. Em 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional, a Universidade Federal do Rio de Janeiro que administrava o local, apresentou documentações que provavam o desleixo estatal. Ainda, conforme o filósofo inglês John Locke, o governo por meio de um “Contrato Social”, deve garantir o bem-estar do corpo social. Como consequência, dados sobre a identidade brasileira foram perdidos, algumas obras ficaram sem possibilidade de restauração. Portanto, medidas devem ser necessárias urgentemente.

Em segunda análise, é necessário destacar a falta de investimentos na preservação cultural, como catalisador do problema. Segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, 7 em cada 10 escolas brasileiras não possuem programas de incentivo à cultura. Na sua teoria, Nietzsche, afirma que o “Super Homem”, seria aquele capaz de superar todos os problemas por meio de uma educação de qualidade. Por conseguinte, ações devem ser tomadas com o objetivo de mudar esse quadro deletério.

Dessarte, deliberações exequíveis são necessárias para combater tal entrave na nação. A Sociedade Organizada deve pressionar os atores públicos e privados, por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos online com representantes do Ministério da Educação, com o fito de criar projetos financiados com recursos da União. Para a  preservação de Museus, Centros Culturais e criação de projetos que envolva a comunidade estudantil. Logo, despertará um pensamento crítico na sociedade. Assim, a sociedade alcançará o equilíbrio proposto por Platão.