Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 28/12/2020

Em 48 aC, uma quantia notável de conhecimento foi perdida entre as chamas que consumiram a biblioteca de Alexandria. De maneira análoga, no final de 2018 um incêndio causou dano irreparável ao patrimônio material brasileiro ao destruir mais de 90% do acervo presente no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Tal evento lamentável demonstra, portanto,  a necessidade urgente de maior proteção ao patrimônio público.

Num primeiro momento, a aprovacão de leis como a Rouanet e a chamada Lei do Bem, busca incentivar a cultura e a pesquisa científica através dos tributos recolhidos da população. Entretanto, as exigências jurídicas para acessar tais recursos acabam por afastar os contribuintes ao provocar de atraí-los. Dessa forma, mesmo que haja entre os cidadãos a intenção de assistir o patrimônio, a complexidade burocrática torna-se um óbice quase inultrapassável.

Por outro lado, o dramaturgo Nelson Rodrigues atribui à sociedade tupiniquim o complexo de vira-lata, que diz respeito ao desinteresse pela própria cultura e à supervalorização do que vem do exterior. Por certo, tal conceito é comprovado quando, antes de ser incendiado, o Museu Nacional recebia menos brasileiros do que o Museu do Louvre, situado na França. Dessa forma, o legado nacional sofre dupla negligência, uma vez que é desassistido pelo Estado e desprezado pela população.

Em suma, medidas são necessárias para atenuar esse revés. A Secretaria de Cultura, órgão do Ministério do Turismo, deve promover a melhor manutenção de centros culturais como o Museu Nacional através de reformas na infraestrutura e aumento no investimento destinado a essas instituições, com o fito de evitar que novos acidentes causem perdas irrecuperáveis. Assim, tanto patrimônio como identidade brasileiros estão preservados por meio da conexão entre o povo e sua cultura.