Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 13/04/2021

Evidencia-se a importância de preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro, pois, infelizmente, a ausência de ação governamental causa a perda de identidade e colabora com a destruição de monumentos. Diante disso, devem ser analisados ​​os fatores que contribuem para esse impasse.

É primordial ressaltar que, durante a expansão romana as sociedades conquistadas possuíam suas obras e artefatos destruídos para evitar rebeliões e tornas os hábitos do império homogêneo. Porém, em  pleno século XXI, a falta de investimentos provoca uma anulação de autenticidade, devido ao eurocentrismo que influencia os jovens e ignora práticas populares como o ofício das baianas de acarajé. Além disso, somente a valorização da cultura erudita é uma forma de segregação social, uma vez que apenas com alto poder aquisitivo obter acesso, o que gera o sentimento de não pertencimento em parte da população e, consequentemente, origina a “luta de classes ”,fenômeno proposto pelo filósofo Karl Marx.

Ademais, a ausência de uma Lei de proteção dos costumes brasileiros, por parte do Estado, ocasiona a “violência simbólica”, conceito social abordado pelo sociólogo Bourdieu, porque contribui pra a persistência de desastres como o incêndio no museu nacional do Rio de Janeiro e , analogamente, desrespeita a Constituição Cidadã, por não conservar os itens essenciais para a memória de um povo. Dessa forma a França, através de financiamentos no palácio de Versalhes conseguiu defender uma lembrança, atrair dos turistas e, por conseguinte, elevou as taxas do Índice de Desenvolvimento Humano e Produto Interno Bruto, em razão de ser mais vantajoso economicamente solucionar o problema do que lidar com as consequências.

Portanto, as medidas são necessárias para preservar o patrimônio histórico cultural do Brasil, como a criação de uma Lei, por parte do Legislativo. Essa ação deve ser feita por meio da disponibilização de uma verba para revitalizar monumentos e, também, a criação de disciplinas escolares sobre os saberes populares, a fim de que a identidade nacional e os legados sejam protegidos , visto que de acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel “uma mudança sempre deixa o caminho aberto para outra ”.