Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 11/01/2021
“O conhecimento é, em si mesmo, um poder.” A afirmação do filósofo inglês Francis Bacon representa claramente a incapacidade da sociedade de valorizar a preservação do Patrimônio histórico cultural brasileiro, já que essa problemática se consolida justamente pelo desconhecimento populacional acerca da importância cultural identitária da nação, fato que reduz o poder de mudança desse quadro de negligência. Esse panorama tem origem incontestável na escassez de políticas de valorização da história do Brasil. Nesse sentido, não só a massificação cultural, como também a falta da discussão a cerca dos elementos culturais constribuem para o agravamento desse panorama.
Convém analisar, inicialmente, que segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, a “Indústria Cultural”, possui como uma de suas características a massificação. Nessa lógica, o que se observa na contemporaneidade é uma homogeneização dos produtos culturais,ou seja, o contato com hábitos e costumes diferentes resulta em uma difusão global no qual um elemento sobressai mais que o outro de modo que ele passa a ser considerado mais relevante. Entretanto, esse comportamento faz com que os indivíduos tenham mais apresso pela cultura exterior do que com as variantes locais, por exemplo, dialetos regionais, o que corrobora na gradual ignorancia em relação à preservação patrimonial.
Outrossim, o artigo 215 da Constituição Federal de 1988 prevê que o estado garantirá a todos o acesso às fontes da cultura nacional e apoiará e incentivará a valorização e difusão das manifestações culturais. Dessa maneira, é razoavél pensar que a escola, sendo uma das instituições responsáveis pela socialização do indivíduo, promove a realização desse direito na prática, porém, o que ocorre é uma fragilidade infraestrutural, principalmente, nas escolas públicas frente ao exercicio dessa cidadania, uma vez que não ocorre com frequencia visitas a museus e teatros locais, pois apesar da historiografia dada em salas o contato visual estabelece um reflexao mais profunda com o patrimônio.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para reverter essa desvalorização. Logo, cabe a Secretaria Especial da Cultural em parceria com a mídia criar campanhas que abordem a importância do patrimonio cultural brasileiro por meio de novelas que encenem a formação e elementos constituientes da formação identitária, além de anúncios que retratem um patrimônio a fim de que a massificação seja amenizada e a haja maior conhecimento com os elementos locais. Ademais, é dever do Ministério da Educação incluir na grade curricular dos alunos um contato direto com a cultura local por intermédio de passeios escolares desde o ensino fundamental ao médio para que seja desconstruído a negligência cultural nacional brasileira e ocorra maior preservação do patrimônio.