Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 11/01/2021
Durante o incêndio do Museu Nacional, não ardia nas chamas apenas um prédio. Naquela ocasião, era levado no incêndio milênios de história preservada nos artefatos egípicios trazidos por Don Pedro II em uma de suas viagens, levava-se também uma parte importânte da história do Brasil em um lugar que foi palco da nossa contituição como nação. Embora o dano causado seja irreversível, é fundamental preservar ao máximo o patrimônio histórico e cultural brasileiro. Para tanto, deve-se analisar as causas e consequências de tal desprezo histórico.
Primeiramente, cabe denunciar que o patrimônio histórico e cultural é negligenciado, em grande medida, devido a fatores como: a falta de instrução do povo com respeito ao seu próprio patrimônio, pressões capitalistas (como a especulação imobiliária) ou, ainda, devido a super valorização das culturas estrangeiras em detrimento da nossa própria. Este último aspecto é ironizado pela música de Elis Regina, em “Alô Alô Marciano”, com comentários a respeito de como a alta sociedade valorizava o jazz em detrimento de suas expressões culturais nacionais ficando claro que este problema é uma constante histórica. Logo, a questão da preservação do patrimonio histórico e cultural brasileiro tangencia a valorização da cultura regional, o sentimento de pertencimento e a educação do povo.
Em segundo plano, é necessário ressaltar a baixa atuação governamental no tema da preservação hitorico cultural, uma vez que mesmo as repartições públicas que ocupam prédios históricos muitas vezes se encontram em condição lamentável. Retornando ao caso do Museu Nacional, o mesmo pertencia ao próprio governo, representado pela UFRJ, denuncaiando a falta de políticas governamentais comprometidas com esta causa. Ainda mais, de acordo com o filósofo Edmund Burke, como consequência da destruição do nosso patrimônio histórico cultural, seremos fadados a repetir os nossos próprios erros do passado. Por conseguinte, isto representaria anular nossos heróis nacionais, esquecer nossas vítimas, ignorar os nossos opressores, cair nas mesmas armadilhas do passado e perder nossa cultura.
Portanto, fica claro que é necessário maiores políticas governamentais que ataquem a raíz do problema. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) deve atuar de forma mais cabal incentivando a cultura e criando ambiente econômico propício para a preservação da história. Isso pode ser feito por meio de parcerias público privadas para a preservação de locais de interesse histórico e valorização da cultura. Além disso, o IPHAN deve atuar também na educação da população para reconhecer seu valor histórico e cultural. Como efeito seremos capazes de não mais repetir o passado e salvar nossa própria identidade.