Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 13/01/2021
A bibliotéca de Alexandria era um projeto dos governantes do Egito Antigo que visava agregar o máximo de conhecimento escrito no mundo, porém ela foi destruida e queimada após a dominação persa nesse local. Infelizmente, o desprezo pelo patrimônio histórico e cultural é uma realidade ainda na contemporaneidade, inclusive, em países como o Brasil. Nesse contexto, a perpetuação dessa realidade reflete um quadro desafiador para a nação verde-amarela, seja pela inércia estatal, seja pela depredação pelo vandalismo.
Mormente, é justo reconhecer as iniciativas do Poder Público que visam a atenuar essa problemática, como a criação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o qual se apresenta como um progresso no que tange à proteção da cultura material e imaterial brasileira. Contudo, apenas isso não é suficiente para atenuar essa problemática, visto que a carência de fiscalização e manutenção em locais de guarnição, como museus e parques, promove danos diretos e indiretos ao material em conservação. Prova disso é o incêndio provocado no Museu do Rio de Janeiro em 2018, o qual foi deflagrado devido à carência de cuidados no local, o que acarretou na conflagração das chamas. Destarte, enquanto o Estado negligenciar a memória histórica do país, ela será perdida cada vez mais.
Outrossim, o vandalismo também impede a resguardar o legado histórico brasileiro. Nesse sentido, a carência de policiamento nas ruas, especialmente, em horários de pouca circulação, como a madrugada, incentiva a atuação de grupos criminosos que objetivam apenas propagar o caos. Dentre os alvos dos vândalos, encontram-se esculturas, estruturas e até mesmo artes, as quais são depredadas e danificadas. A exemplo disso, o “Pirulito”, estrutura de concreto na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, o qual é constantemente pichado e profanado durante a ausência de policiais, cuja atitude demonstra um enorme desrespeito ao patrimônio público e histórico do país.
Urge, portanto, uma solução definitiva para essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Cidadania contratar mais fiscais para prover a manutenção de patrimônios físicos, como museus, parques etc, além de aumentar o policiamento em lugares com relíquias durante horários menos movimentados. Isso será possível por meio do financiamento da Secretaria do Tesouro Nacional, instituição a qual terá o dever fazer concessões financeiras proporcionalmente às areas resguardadas, pagar os profissionais e melhorar a infraestrutura do local com câmeras de segurança e cercadinhos. Assim, poder-se-á preservar o patrimônio brasileiro, evitando que tragédias como a do Museu do Rio e a do Pirulito de BH repitam-se.