Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 27/02/2021

“Eu vejo o futuro repetir o passado”. A frase da famosa composição “O tempo não para”, do cantor Cazuza, permite uma reflexão sobre o conhecimento do passado para que não repita-se no futuro. Todavia, no contexto atual, nota-se que a valorização do passado não é efetiva no Brasil, quando se trata de patrimônio histórico e cultural, haja vista a perda irrepáravel de diversos museus brasileiros. Nesse sentido, percebe-se uma imagem de abondono e, sobretudo, omissão que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Clarice Lispector, “O óbvio é a verdade que ninguém quer ver”. Sob esse viés, cabe pontuar o descaso das autoridades diante da cultura brasileira, uma vez que a ausência de investimentos na manutenção de prédios históricos, casas, museus e, por tabela, o absentismo de importância são fatores que corroboram para ocorridos como o do Palácio da Quinta da Boa Vista, morada imperial do século XIX, que foi destruído e “consumido” pelas chamas por ter sido negligenciado pelo o Estado, visto que incumbindo por diminuir custo destinados a proteção do patrimônio, agora transformado em cinzas. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. De acordo com o repórter Raul Juste Loures, afirma que o Brasil é um país que costuma restaurar o mesmo bem cerca de três vezes sem nunca ter ideia de como irá usá-lo. Nessa perspectiva, é fulcral exigir uma atuação mais urgente da coletividade nessa mazela, pois a desvalorização do patrimônio, em alguns casos, se dá pelo não conhecimento do mesmo, seja nas escolas, no âmbito familiar e em outras áreas, a ideia de preservar um bem cultural não é empregado e, por extensão, reconhecido como algo de descomunal importância histórica. Desse forma, é substancial que os indivíduos abdique da ação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para essa agrura, ampliando as estruturas dos locais e aprimorando esses ambientes, a fim de que a depradação desses documentos deixem de ser algo comum. Ademais, a sociedade precisa tonifcar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a frase da música de Cazuza deixe de ser uma realidade brasileira.