Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 09/04/2021

A Constituição Federal de 1988, principal documento jurídico do país, prevê em seu artigo 215, que é responsabilidade do Estado garantir a todos o exercício cultural e incentivar a difusão de manifestações culturais no país. No entanto, a falta de uma exposição acerca da importância do  patrimônio material e imaterial para a construção da identidade de uma nação ainda é uma entrave para a difusão da temática. Logo, são fatores que contribuem para essa problemática, a escassez de aulas que abordem o assunto e a desvalorização da cultura nacional.

Em primeira análise, é inquestionável que as instituições de ensino não preparam o jovem para uma formação educacional que valoriza e reconheça a importância do patrimônio nacional para a construção histórica de um país. De acordo, com a professora, Luzia Ferreira, doutora em gestão de cultura e professora da Universidade Federal do Paraná, é dever das escolas apresentar para o aluno uma abordagem sociológico sobre a diversidade cultural existente no Brasil, com esse conhecimento o indivíduo se familiariza com conceitos e consegue relaciona-los na comunidade que está inserido. Nesse sentido, é notório que é preciso apresentar a temática na fase da infância para que a nova geração entenda a importância da preservação do patrimônio histórico.

Além disso, atualmente está presente movimentos que colaboram para a desvalorização da cultura nacional. Com avanço da globalização ocorreu o processo de homogeneização cultural, ou seja, uma imposição de uma cultura sobre outras, fazendo com que países hegemônicos considerados superiores, a exemplo está os países europeus e os Estados Unidos, que são os principais influenciadores da indústria cultural. Dessa forma, com essas mudanças que estão ocorrendo nas últimas décadas, gerou uma padronização de costumes e hábitos. Sendo assim, esse sentimento de “inferioridade” fez com que houvesse um descaso com patrimônios históricos nacionais, uma vez que esses não são reconhecidos pela população como formador da identidade cultural.

Diante do exposto, para que de fato seja efetuada na prática o que é proposto na Constituição é preciso uma reformulação na visão do povo brasileira sobre o valor do patrmônio . Desse modo, cabe a Secretária da Cultura, principal órgão responsável pela implementação de ações na esfera cultural, juntamente com as escolas promover a criação de um Plano Educacional de Cultura, no qual tenha como objetivo temáticas voltadas para o debate sobre as influências existentes na construção histórica do país. Isso será feito por meio da análise de livros literários, como o Triste Fim de Policarpo Quaresma, Raízes do Brasil e Casa-Grande e Senzala, a fim de uma formação sólida no ensino de diversidade cultural.