Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/04/2021

No século XVIII, após derrubar o absolutismo, os franceses viram a necessidade da reunião de documentos e monumentos para construir uma história nacional que gerasse identificação e união das diferentes classes sociais. Inspirado nesse mecanismo o Brasil contemporâno definiu, por meio da Constituição de 1988, a importância do patrimônio histórico cultural na contrução da memória dos diferentes povos formadores do Brasil. Entretanto, apesar do amparo legal o patrimônio nacional sofre com o descaso social e a negligência governamental.

Inicialmente, convém ressaltar que a apatia de grande parte da população com o patrimônio material e imaterial, gera a desvalorização do mesmo. Tal fato é explicado pelo autor Nelson Rodrigues, como um apecto do “complexo de vira-lata” do brasileiro- que exalta a cultura e patrimônio estrangeiro, mas nega as expressões culturais da própria nação. Por consequência, muitos governantes negligenciam a manutenção patrimonial pela falta de engajamento popular.

Por conseguinte, o Brasil sofre com a destruição acelerada de museus e monumentos tombados, os quais perecem com a falta de investimento financeiro adequado. Tal realidade foi exposta em 2018, após o incêndio do Musel Nacional que sofria com a falta de verbas para a realização de reformas, ocasionando em danos irrecuperáveis para a história e pesquisa brasileira.

Destarte, como ação a longo prazo, o Governo em parceria com as instituições de ensino- locais que concentram a nova geração tupiniquim, deve promover aulas interdisciplinares que demonstre a importância do patrimônio histórico-cultural, com o objetivo de formar uma população que valorize a cultura nacional e se dedique a sua preservação. Além disso, a curto prazo, é essencial que seja aprovado, pela Câmara dos Deputados, um projeto de lei, como a do deputado Carlos Sampaio, que tenha por obejtivo destinar um maior percentual dos impostos para a manutenção do patrimônio material e imaterial.