Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 27/08/2021
" Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la", este é um pensamento do filósofo irlandês Edmund Burke, que pode retratar o posicionamento dos brasileiros em relação a sua cultura. Ainda, com o incêndio do Museu Nacional, em 2018, e o do Museu da Lingua Portuguesa, em 2015, muitos objetos e documentos históricos foram perdidos pelas chamas. Tal acontecimento, salienta a falta de compromentimento do Estado com a infraestrura de patrimônios nacionais, e a indiferença do povo brasileiro com a sua história, o que necessita ser combatido.
A princípio, é de suma importância a ação do governo brasileiro para a preservação patrimonial. Em 2019, com o desligamento do MinC (Ministério da Cultura), ficou ainda mais difícil zelar com primordialidade pela cultura brasileira, uma vez que esse ministério era voltado para os meios culturais. Desta maneira, fica ainda mais explícita a necessidade da atenção do governo para a preservação dos patrimônios culturais brasileiros. Com isto, é de tremenda necessidade o investimento do Governo Federal nos prédios que abrigam tais objetos e documentos, e sempre considerar se sua infraestura é segura, para que não corra risco de desabamentos ou incêndios.
De outra parte, deve-se considerar a carência de um posicionamento da população para a preservação da cultura brasileira. Tal lacuna pode ser resultado da falta de políticas públicas para que o povo tenha a acesso e conhecimento cultural, sendo função do Estado conceder o direito à cultura, uma vez que está na constituição de 1988. Este acesso, poderia levar sociedade a conhecer e a valorizar mais a memória de seu país, e assim, haveria um posicionamento mais firme da população para que o Estado intervisse, investindo e prezando pelos museus e casas culturais pelo Brasil.
Portanto, é possível entender como é de extrema importância a preservação dos patrimônios nacionais, e o quão valiosos eles são para retratar a história do Brasil. Para que isso ocorra, cabe ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em conjunto com a Secretaria Especial da Cultura, prover verba para que haja fiscalização dos prédios públicos que apresentam patrimônio histórico, para qualificá-los como seguros ou não. Em caso de desqualificação, será necessário realizar manutenções para torná-los estáveis novamente, para a segurança das pessoas que estiverem nele e dos objetos e documentos culturais. Similarmente, o Ministério da Cidadania e o Ministério do Turismo, devem instigar a população por meio das redes sociais, de propagandas e documentários, a conhecer mais a história de seu povo visitando os museus e seus patrimônios históricos. Desta forma, mais pessoas passaram a conhecer e valorizar a história do Brasil e seus patrimônios. Só então a população e o governo, estarão mais atentos com o patrimônio histórico e cultural.