Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/05/2021

O descaso com a história Nacional

No ano de 2018, um incêndio de proporções catastróficas atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, no qual, peças importantes para a história do país foram perdidas. É notório que essa catástrofe se deu em decorrência das más condições de preservação e proteção do patrimônio histórico e cultural brasileiro. É evidente que isso é o resultado da falta de investimentos nesse setor da ciência brasileira, o que pode acarretar drásticas consequências para o país, como a perca de conhecimento sobre alguns aspectos históricos importantes da história do país.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o Brasil possui uma rica diversidade histórica e, consequentemente, muitos patrimônios históricos. De acordo com a UNESCO, no Brasil, existem 13 Patrimônios Históricos da Humanidade, o que representaa uma expressiva quantidade de Patrimônios com relevância mundial. No entanto, é notório que, no país, não há políticas que visem à preservação e proteção desses patrimônios, que são de fundamental importância para se conhecer a história nacional. Exemplo disso foi no ano de 2019, no qual, o governo Federal anunciou um corte de 72% das verbas destinar ao Iphan (principal responsável pela preservação dos patrimônios nacionais). Isso vai se refletir nas condições atuais dos museus brasileiros, principal forma de conservação de patrimônio. Por exemplo, muitos museus estão sucateados, as peças históricas estão mal cuidadas, pois não existem pessoas destinadas para a conservação desses, resultado da falta de verbas.

Esse cenário de descaso vai gerar algumas consequências para a população. Dentre elas, a mais importante é a perca do conhecimento sobre algum momento da história do país, pois, com a falta de preservação, muitas peças que retratam uma situação da História Nacional, por exemplo, são perdidas e não há uma possibilidade de recuperá-la. Nesse sentido, pode ser que, com essa perca, alguns momentos tristes da história do país venham ser repetidos porque, como mostra o filósofo Edmund Burke, um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la.

Portanto, é necessário que haja uma tomada de decisão para que a situação acima seja revertida e não seja ainda mais agravada. Nesse sentido, o governo federal, em conjunto com o Ministério da Cidadania, deve repassar mais verbas para a preservação do patrimônio histórico brasileiro para os órgãos competentes, por exemplo, o Iphan, que desenvolve trabalhos nessa área a um longo tempo, por meio da elaboração de Emendas Parlamentares. Isso vai fazer com que as condições nos museus brasileiros, por exemplo, melhorem e, consequentemente, não ocorra uma perda irreparável como aquela do Museu Nacional do Rio de Janeiro.