Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 03/06/2021
Ocorrido em 2018, o incêndio do Museu Nacional do Brasil ocasionou uma das maiores perdas em acervos não só para o país, mas para todo o mundo. Apesar de ter sido amplamente repercutido, esse trágico episódio não pode ser considerado um caso isolado: em 2015, o Museu da Língua Portuguesa também sofreu danos imensuráveis decorrentes do fogo. Nesse contexto, é inegável uma existência de desafios para a preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro. Desse modo, faz-se necessária um análise de como a negligência governamental, bem como o desconhecimento popular sobre o assunto desencandeiam a problemática.
Em primeiro plano, é válido ressaltar como a omissão estatal cristaliza a dificuldade em se proteger o conjunto de bens da memória nacional. Isso ocorre porque, com uma perspectiva voltada apenas ao lucro imediato, os agentes governamentais facilmente realizam cortes de investimentos para esse setor, tendo em vista a falta de retorno financeiro como em outros âmbitos. Além disso, com raízes na mentalidade colonial, os funcionários dos três poderes da nção possuem, muito comumente, receio em investir nesses espaçostão importantes para a história e cultura do povo brasileiro, uma vez que eles desenvolvem uma mentalidade colonial em quem os visita. Dessa forma, com um anseio em se manterem no poder sem muitos questionamentos advindos da população, os agentes governamentais sucateam esses acervos, a dificultar suas manutenções.
Por conseguinte, é imperioso pontuar a atuação da desinformação popular na perpetuação da temática em questão. Isso acontece porque, sem a ciência do patrimônio da nação e sua devida relevância, não há como reivindicar ao governo melhores condições de tratamento, haja vista a baixa valorização. Ademais, no coletivo brasileiro, em grande parcela dele, há um complexo vira-lata: conceito criado pelo escritor brasileiro Nelson Rodrigues usado para entender a posição de inferioridade a qual os habitantes do páis se colocam diante do resto do mundo. Dessarte, há uma tendência frequente em se desvalorizar nossa cultura em detrimento de outras, como a criação do copo americano, criado no Brasil, entretanto com esse nome com vistas à despertar o interesse do comprador por se referir aos estadounidenses.