Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 08/06/2021
De acordo com Betinho, sociólogo brasileiro, a participação é necessária para se alcançar o desenvolvimento social. Nesse contexto, analisando a preservação do patrimônio histórico cultural do Brasil, nota-se que essa máxima só é constatada na teoria. Dessarte, a falta da participação da população e do Governo configura um grave obstáculo a ser transpassado.
Sob essa ótica, cabe enfatizar que os cidadãos influênciam nesse impasse devido aos padões enraizados desde o período colonial. Pois, os índios, com a chegada dos portugueses, tiveram seus costumes apagados por serem considerados subdesenvolvidos frente aos europeus. Analogamente, os espaços culturais tem perdido sua importância diante dos novos valores impostos pela era tecnológica hodierna. Assim, as próximas gerações tendem a perder cada vez mais o interesse e a interação com os ambientes que resgatam a história nacional.
Além disso, o déficit na administração pública, com os cortes no orçamento, acentua essa problemática. Prova disso, foi o incêndio no Museu do Rj em 2018 e do prédio da reitoria da UFRJ em 2021, sendo, ambos os casos, pela falta de manutenção estrutural. Nessa perspectiva, evidência-se o descaso financeiro com as instituições patrimôniais que, por isso, não tem conseguido assistência para manterem seu devido funcionamento. Dessa forma, contribuindo para o sucateamento e a perda definitiva de objetos imprescindíveis para a memória do país, como ocorreu nesses incêndios.
Portanto, acões são precisas para a resolução desse problema. Cabe, então, ao Governo Federal, por meio do IPHAN e do MEC, proporcionar aulas e palestras, abertas ao público, sobre a conservação dessas estruturas e costumes. Tais medidas devem ser aplicadas por professores de história com atividades práticas e teóricas. Essa intervenção deve ter como objetivo alcançar o maior número de indivíduos e conscientizar cada um sobre seu papel nessa questão. Com isso, a participação social erradicará esse impasse desde a educação básica.