Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 17/06/2021
Segundo a Constituição Federal de 1988, o Poder Público, com a colaboração da comunidade, deve promover e proteger o patrimônio cultural brasileiro, bem material ou imaterial com importância histórica, representativa, documental, cultural e artística para a sociedade. Todavia, apesar de a legislação determinar sua conservação e de ele ser imprescindível para a valorização e manutenção da identidade nacional, esses bens se encontram ameaçados. Por isso, faz-se necessário entender as causas, bem como as consequências do processo de degradação do patrimônio histórico cultural brasileiro.
Primordialmente, utilizando-se do conceito de “complexo de vira-lata”, que explicita a desvalorização de elementos nacionais, do escritor Nelson Rodrigues, percebe-se que os brasileiros supervalorizam os patrimônios estrangeiros em detrimento aos nacionais. Nesse contexto, a sociedade passou a desconhecer o conceito e a importância desses bens materiais e imateriais, deixando de visitar e reconhecer parte da memória brasileira. Em razão disso, se não há um público que visita, há o descaso governamental que acabou por acarretar na falta de verbas para preservação desses patrimônios.
Ademais, esses bens tombados têm origem a partir do processo de independência do Brasil, em 1822, com a preocupação de criar uma identidade nacional, seja utilizando personagens históricos, como Tiradentes, ou desfrutando da literatura, arte e arquitetura, como na primeira geração romântica. Porém, pela desvalorização da sociedade e do descaso do Estado na conservação dos patrimônios históricos culturais, o vandalismo nesses espaços tombados e a degradação dos bens acabam dominando o cenário brasileiro. Tal situação tem como consequência uma perda cultural muito significativa em relação a identidade nacional, que afeta o desenvolvimento social, cultural e afetivo, além da depredação de elementos tão importantes para a memória brasileira.
Portanto, a fim de garantir a preservação dos patrimônios histórico culturais brasileiros, cabe ao Ministério da Educação, mediante as aulas de História, Literatura, Sociologia e Artes, a abordagem do tema nas salas de aula ao relacionar os assuntos da grade curricular aos seus bens materiais e imateriais tombados, visando o conhecimento, valorização e visitação a esses patrimônios. Assim, haverá a formação de cidadãos conscientes desde cedo acerca da conservação e da importância a esses elementos tão imprescindíveis para a identidade cultural brasileira.