Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 23/06/2021

A globalização como perversidade é como Milton Santos descreve as consequências verdadeiras do fenômeno. Para o geógrafo, a globalização não é sempre positiva, no intercâmbio cultural , por exemplo, um dos países pode subjugar o outro , ao passo que seus costumes são adotados, ou impostos. Em vista disso, diversas países não só organizaram programas que promovem sua cultura no exterior, como também para o próprio povo.

Esta questão, inclusive, tem sido explorada por algum tempo. Lima Barreto, em “Triste Fim de Policarpo Quaresma” conta a história de um servidor público que ama o Brasil. Tamanha é sua paixão, que o protagonista faz de tudo em seu poder para fomentar a cultura nacional, chegando até a desprezar estrangeirismos na língua e nos habitos. Entretanto, Quaresma falha em todas suas empreitadas, com raras exceções, ninguém concorda com suas ideias, que so lhe causaram problemas.

Como no livro, boa parte das pessoas não apenas incorporam elementos de outras culturas nas suas vidas, elas os priorizam em face a seus próprios costumes. Consequentemente, julgou-se necessária a promoção da brasilidade, resultando na Lei Rouanet, que, por incentivos financeiros, incentiva a produção cultural em todas regiões do país. Considerando-se que também é estimulada a exibição de obras nacionais, em diversos meios como teatro e televisão, é garantida, no Brasil, a permanência de sua cultura na sociedade.

Portanto, é preciso que haja, por parte do Congresso Nacional, a manutenção das leis vigentes no que tange às tradições brasileiras. Não obstante, organizações que realizam a disseminação da cultura, como os centros de tradição gaúcha, devem continuar a ser incentivadas pelo Estado na execução de suas metas. Cumprindo, assim, com o dever constitucional de acesso à cultura, na sua produção e consumo.