Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/06/2021

Em meados dos anos 30, o governo do presidente brasileiro Getúlio Vargas criou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o fito de preservar o patrimônio histórico e cultural do Brasil. Contudo, hodiernamente, percebe-se o parco interesse destinado a esse setor, sobretudo, no que tange à valorização e à manutenção dos patrimônios. Essa conjuntura se deve, essencialmente, ao baixo envolvimento escolar em relação a esse tema e à displicência governamental.

Ressalta-se, a princípio, que uma base educacional lacunar no que diz respeito ao conhecimento ao legado histórico-cultural regional ou do país contribui para esse panorama. Sob esse prima, de acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a escola não deve se distanciar do contexto de vida de seus integrantes, já que isso ocassionaria a não assimilação da teoria à pràtica. Nesse sentido, verifica-se a relevância de metodologias ativas de aprendizagem na rotina escolar, a exemplo, visitas aos museus, aos memoriais locais e aos locais históricos, como também rodas de conversas acerca desses bens culturais. Dessa forma, pode-se salientar que uma didática escolar que não fomente tais mecanismos de aprendizado no cotidiano dos discentes impede a formação integral desses indivídeuos, além de dificultar a construção do senso crítico no que concerne à estima aos patrimônios materiais.

Nessa perspectiva, é lícito postular que o descaso estatal com as construções históricas do país corrobora essa problemática.  Nesse sentido, consoante a Constituição Federal de 1988, o poder público, em conjunto com Iphan, deve salvaguardar e conservar o patrimônio hitórico e cultural brasileiro. Entretanto, ao se analisar, na prática, a falta de manutenção e de cuidado destinado a esses espaços, é indubitável que essa premissa constitucional não tem sido aplicada. Com isso, é pertinente citar o caso do incêndio do Museu Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, em 2018, em decorrência da carência de conservação das instalações elétricas, fato que, lamentavelmente, destruiu uma parte considerável da herança cultural e histórica do país. Evidencia-se, assim, que a negligência governamental em não manter preservado esses espaços propicia danos irreparáveis e perdas significativas  aos artefatos pertencentes à memória e à construção da identidade cultural brasileira.

Em síntese, infere-se a importândia de preservar o patrimônio histórico e cultural do Brasil. Portanto, cabe à escola promover aulas dinâmicas aos alunos, por meio de visitações aos ambientes históricos, com o fito de aumentar a aproximação desses indivíduos com os patrimônios e expandir o discernimento quanto ao cuidado e à valorização desses espaços. Ademais, cabe ao Governo Federal, por meio do Iphan, destinar verbas para a manuteção de prédios históricos, com o intuito de impedir a destruição deles e dos materiais salvaguardados, conforme objetivava o governo de Getúlio Vargas.