Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 07/08/2021

Inicialmente, ao se avaliar a importância da preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, deve-se - por caráter propedêutico - elencar que a formação social do Brasil foi marcada por intenso processo de aculturação e fragmentação cultural, desde o Período Colonial. Sendo assim, devido a essa história de ataques às tradições da população, a referida preservação desse patrimônio é a única atenuante dos efeitos do procedimento de dominação sofrido pela população e, portanto, é uma forma de salvaguardar a identidade nacional.

Em primeira análise, tendo em vista o cenário em questão, é necessário pontuar que o supra aludido rompimento da história local foi reconhecido pelos artistas brasileiro do Movimento Antropofágico da Semana de Arte Moderna. Pois, por meio da unificação de fragmentos da cultura do país em obras como, por exemplo, Macunaíma - de Mário de Andrade - houve um resgate das tradições do Brasil; fortalecendo o sentimento dos indivíduos, de pertencimento à nação.

Em segunda análise, esse sentimento disseminado pela referida obra é parte da formação que o jurista José Luiz Quadros de Magalhães entende como essencial para o desenvolvimento social do povo. Para mais, ressalva-se que a expressão “nação” deve ser entendida como o compilado das tradições populares; normas legais e sociais; e o povo - segundo a perspectiva discorrida pelo referido jurista. Com base nisso, tem-se, por prosseguimento lógico, que as produções culturais - o patrimônio histórico em pauta - é a identidade da população.

Em suma, tendo em vista o supramencionado, percebe-se, por conseguinte, que a proteção para as produções artísticas; arquitetônicas; legislativas e éticas é necessária para preservar a identidade nacional. Portanto, o Estado deve exaltar a cultura popular como uma expressão  didática da evolução social brasileira, por meio da parceria entre o Ministério da Cidadania e o Ministério da Educação que devem promover palestras em universidades públicas com historiadores e antropólogos. Pois, com isso, será possível conscientizar a população acerca dessa identidade, a fim de prezar pelo respeito à diversidade; fomentando a inclusão social, a tolerância e o avanço da educação.