Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 10/08/2021

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da preservação do patrimônio histórico nacional. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da impunidade e da formação familiar.

Convém ressaltar, a princípio, que a impunidade  é um fator determinante para a persistência do problema. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange à preservação do patrimônio histórico nacional.

Outrossim, a  má formação familiar também é um grande impasse para a resolução da problemática. Dessa maneira, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da preservação do patrimônio nacional apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, que depende da consciência individual das pessoas numa sociedade.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolveram “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática presente em situações onde é necessária a preservação do patrimônio histórico. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.