Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 13/08/2021

Em 2018, no Rio de Janeiro, viu-se a instituição científica mais antiga do Brasil, o Musel Nacional, em chamas. As causas desse terrível acontecimento ainda são desconhecidas, mas especialistas alegam a possibilidade de ter sido ocasionado por um curto-circuito. Desse modo, fica evidente a negligência estatal diante da preservação dos patrimônios históricos e culturais do Brasil junto à indiferença da população. Visto que, problemas como esse poderiam ser evitados e direitos como a preservação dos patrimônios, reividicados. Então, é necessário que tal indiferença diante dos acervos e registros históricos tenha um fim, pois são importantes para a perpetuação da história nacional.

Em primeira instância, cabe salientar o dever do Estado perante os patrimônios culturais materiais. De acordo com o Artigo 24 da Constituição Federal brasileira,competem aos estados e ao Distrito Federal legislar corretamente sobre a proteção e a responsabilidade por danos à tais patrimônios.No entanto,vê-se o desprezo que museus e centros históricos se encontram.Nessa perspectiva,o Ministério da Cultura foi extinto em 2019,rebaixado à secretaria da cultura e sofreu severos cortes de verba, o que impede que manutenções e cuidados necessários sejam tidos como prioridade.Por isso, é fundamental que a cultura receba mais recursos financeiros,haja vista que é importante para toda a sociedade.

Ademais, a população brasileira pouco se mobiliza quanto a assuntos culturais. Essa indiferença é advinda da escassa educação cultural e patrimonial que é dada nas instituições responsabilizadas pela construção dos cidadãos, as escolas. Segundo Paulo Freire, importante educador brasileiro, o ensino no Brasil é conteudista, o que ele nomeia de “educação bancária”, que apenas depositam conhecimentos vagos nos cérebros dos alunos, sem instigar o senso crítico. Assim, a população sai das escolas sem saber a importância dos patrimônios culturais, como os museus e monumentos históricos e não se preocupam com a deterioração dos mesmos. Logo, algo na educação precisa ser mudado para que as pessoas saiam das escolas conscientes do valor da cultura e possam, assim, reinvidicar o direito de tê-los em proteção.

Diante disso, o Estado deve investir na cultura e na educação cultural da população, de modo que, verbas sejam destinadas para a manutenção e cuidados com os acervos culturais sem que haja cortes severos e que o conhecimento cultural faça parte da grade curricular obrigatória do ensino básico e médio, dialogando com as matérias de história, geografia e sociologia . Isso precisa ser feito para que a educação seja mais completa, ao informar e incentivar os jovens à respeitar as diferentes culturas, conhecer seus direitos como cidadãos e frequentar lugares históricos e culturais, e que os mesmos possam estar em pé e conservados, diferente do museu histórico do Rio de Janeiro.