Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 24/08/2021
Durante o período colonial, no século XVI, como perdões indígenas espanholas tiveram documentos culturais queimados pelo clero católico espanhol, com o objetivo de tornar inviável a cultura nativa e dominá-la socialmente. Nesse sentido, ao observar a questão do patrimônio histórico-cultural brasileiro, perceber que a realidade colonial não está distante do Brasil, uma vez que problemas políticos e ocorreram contribuem para que o patrimônio patrimonial seja negligenciada como elemento sociocultural. Assim, cabe analisar a análise de dois aspectos inerentes à problemática: o descaso do poder público e o apagamento da memória.
A princípio, é importante destacar que o descaso governamental contribui para a desvalorização dos elementos culturais, uma vez que afasta a história da sociedade, fazendo com que os cidadãos também não valorizem tais elementos. Nesse viés, embora a Carta Magna preveja a conservação patrimonial e também a sua valorização, uma negligência estatal como promotora do abandono cultural ao não efetuar leis de preservação de culturas inerentes à formação da identidade nacional, tornando muitos lugares insalubres para conter elementos materiais históricos . Uma comprovação disso é o exemplo do incêndio ocorrido no Museu Nacional, em 2018, na cidade do Rio de Janeiro, que extinguiu inúmeros artefatos culturais, contribuindo negativamente para a salvaguarda da história do país.
Além do mais, a falta de noção da identidade nacional pelos cidadãos contribui para a manutenção da conjuntura de descaso, uma vez que afasta o indivíduo da sua história. Sendo assim, ao não compreender as facetas relacionadas à construção da chamada “brasilidade”, o comum torna-se alheio à constituição social, cultural e histórica de si, o que impede de exercer a crítica em relação às mazelas a que estão ocorrendo nos patrimônios materiais e imateriais constituintes do ideário da nação brasileira. Em relação a isso, o pensamento do filósofo inglês Edmund Burke confirma a tese da perda da memória: “um povo que não conhece a própria história, está fadado a repeti-la”.
Portanto, o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, responsável pelo tombamento e preservação das memórias coletivas culturais - deve investir em infraestrutura dos museus e centros históricos, além de promover, juntamente a escolas estaduais e municipais, ações que visem educar a sociedade a respeito da manutenção das identidades culturais em suas múltiplas formas, por meio de escolhas culturais em espaços públicos, palestras e divulgação via internet, um fim de que a memória identitária dos povos constituintes da nação canarinha não seja perdida. Dessa forma, episódios de destruição da memória social, como ocorreu na colonização e no Museu Nacional, hão de ser escassos no Brasil.