Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 21/08/2021
“Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar”. O trecho da música da cantora brasileira Alcione, reflete de forma metafórica a aflição do eu lírico com a desvalorização da cultura brasileira. Entretanto, a falta de incentivo cultural brasileiro tornou-se comum no contexto contemporâneo e, também, é perpetuado pela falta de acesso e pela negligência estatal. Assim, é fundamental, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Primordialmente, vale ressaltar que na Primeira Revolução Industrial, na Inglaterra, a produção cultural passou a seguir moldes industriais. Dessa forma, existe uma espécie de elitização da cultura, visto que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 54% dos brasileiros nunca foram ao cinema e nem ao teatro, e esse é um dado preocupante, pois os afetados são majoritariamente a população de baixa renda e os moradores de regiões de difícil acesso. Logo, é paradoxal observar a pluralidade de culturas na nação verde-amarela e, ao mesmo tempo, a lamentável desvalorização à cultura.
Ademais, parafraseando o renomado filósofo Thomas Hobbes, a função do Estado é garantir os direitos essenciais a todos. No entanto, o governo se relaciona com a sociedade de modo omisso e negligente. Assim, é válido citar o episódio da Cinemateca Brasileira — instituição responsável pela preservação de todo patrimônio cinematográfico —, no qual foi queimado. Sendo assim, o descaso do governo contribui para a naturalização da desvalorização à cultura. Dessa maneira, é possível perceber o quão improvidente é a atitude da máquina pública.
É inaceitável, portanto, o desdenho da sociedade com o patrimônio cultural. Destarte, é necessário que o Ministério da Cidadania — órgão responsável pela promoção e criação de programas culturais e esportivos, por meio de verbas governamentais, desenvolva uma política de seleção rígidas para contratação de agentes específicos responsáveis pela fiscalização e manutenção dos monumentos históricos. Outrossim, cabe às ONGs — Organizações Não Governamentais — em parceria com a mídia, por intermédio de anúncios nas grandes plataformas digitais e excursões para cidades com grande diversidade cultural, incentivar a população a visitar e conhecer costumes e hábitos de outros povos. Dessa forma, os patrimônios culturais serão valorizados como cantou Alcione.