Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 30/08/2021

Na obra ‘’Utopia’’ do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, cujo corpo social é padronizado pela ausência de conflitos. Entretanto, fora da ficção, observam-se problemas na preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro. Tal cenário antagônico se dá tanto pela ausência de responsabilidade estatal nas reformas para manutenção das estruturas, quanto também pela desvalorização da cultura brasileira. Com base no supracitado, torna-se evidente a discussão desses aspectos, para que assim ocorra a normalidade da ordem social vigente. Primeiramente, cabe abordar o descaso do Estado nas obras de reforma do patrimônio histórico brasileiro.

De acordo com Zygmunt Bauman e sua Teoria das Instituições Zumbis, esse contexto de inoperância das esferas de poder se descreve como a presença delas em corpo físico na sociedade, mas ausente na eficácia de seu papel. Similarmente, observa-se a ineficiência do Governo e Estado nas obras de reforma, como se comprova com o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, em setembro de 2018, o qual resultou na queima de 15 milhões de artefatos de cunho histórico do Brasil. Nesse sentido, o descuido do Estado com o nosso patrimônio histórico cultural configura-se a perda da formação identitária brasileira, presente nos livros e estruturas de nossa história.

Ademais, a desvalorização governamental acerca da cultura brasileira é outro impulsionador da problemática. Em Janeiro de 2019, o atual presidente da república Jair Bolsonaro, extinguiu o Ministério da Cultura e o reduziu a Secretária da Cultura. Tal atitude denota as preferências governamentais para outros setores da sociedade, e consequente descaso com a cultura brasileira e seu patrimônio. Logo é mister providenciar uma reforma política de modo a regulamentar as medidas tomadas por senadores e governadores, para assim, mantermos preservado nosso patrimônio cultural.

Torna-se evidente, portanto, que o patrimônio histórico cultural brasileiro está ruindo e se faz necessário que medidas sejam tomadas para impedir tal avanço. Assim, cabe ao Governo Federal em parceria a UNESCO e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), investir mais verba para os governos estaduais utilizarem para promover reformas em patrimônios do país, com o intuito de preservar e protege-lo. Outrossim, compete ao Legislativo a criação de leis que visem blindar mais a cultura, evitando que políticos possam tomar qualquer medida contra o patrimônio. Somente assim, será possível construir uma sociedade que dá mais valor a cultura e que protege o patrimônio cultural brasileiro.