Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 09/09/2021
Em 2015, o Museu da Língua Portuguesa foi atingido por um incêndio avassalador. Entretanto, embora mais de cinco anos já tenham se passado, devido ao descaso governamental com a cultura e à falta da educação patrimonial nas instituições de ensino, catástrofes como esta continuam acontecendo no Brasil. Portanto, ainda há muito a se fazer para que o desafio de se preservar o patrimônio cultural brasileiro seja superado.
Primordialmente, é necessário destacar que a legislação brasileira faz-se ineficaz ao passo que, apesar de aparentar ser completa na teoria, na maioria das vezes, na prática, ela não é eficiente. Prova disso é a escassez de políticas públicas voltadas à preservação de patrimônios, o que é um fruto do descaso do Estado. Isso é perceptível pelo alarmante número de casos de acidentes que vêm atingindo museus e outros centros culturais e que vêm sendo veiculados pela mídia nos últimos anos. Assim, percebe-se que o governo foi um dos principais responsáveis pela perpetuação da destruição da cultura e, consequentemente, da história do Brasil.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a educação, nos moldes predominantes no Brasil, como outro fator que contribui para o desafio que é a preservação dos patrimônios nacionais. Para entender tal apontamento, cabe analisar o pensamento do educador Paulo Freire, visto que ele salienta a importância da educação patrimonial para a conservação cultural, dado que esta fortalece os vínculos entre identidade e memória. Nesse sentido, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino brasileiras, por serem extremamente conteudistas, prejudicam a possibilidade de estímulo à valorização da cultura e, portanto, não exercem o modelo pedagógico proposto por Freire.
Destarte, é notório que há muitos obstáculos para a manutenção dos patrimônios no Brasil. É necessário, por conseguinte, que o governo federal, em associação ao Ministério da Economia, por meio da criação de novas políticas públicas voltadas para a valorização do patrimônio cultural brasileiro, viabilize a ampliação das verbas destinadas à segurança e à regulamentação dos centros culturais, a fim de suprir o descaso com o conhecimento. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de reformas no currículo escolar, deverá implementar a educação patrimonial na grade escolar, para que, dessa maneira, a realização do modelo pedagógico criado por Freire seja viabilizada. Só assim a história e a cultura estarão plenamente protegidas.